CURSO CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS & CERTIFICAÇÕES GREEN BUILDING

Krebs Sustentabilidade apresenta nova edição do Curso de Atualização Profissional “Construções Sustentáveis & Certificações Green Building”, dias 22 e 24 de maio de 2012. A realização pela segunda vez será em conjunto com o IAB-RS, em Porto Alegre/RS. O curso com 8 horas-aula destina-se a estudantes e profissionais da construção civil que tenham interesse neste tema, apresentando exemplos de boas práticas, estudos de caso, materiais alternativos, tecnologias passivas e demais assuntos relacionados às construções sustentáveis. Há introdução sobre a ferramenta de avaliação Green Building LEED®, bem como outras certificações e etiquetas existentes no país – AQUA, Selo AZUL e PROCEL Edifica. O curso conta com o apoio da Livraria do Arquiteto na divulgação. Informações e inscrições pelo e-mail iabrs@iabrs.org.br.

Clique na imagem para saber a programação completa.

Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs ©

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PROJETOS VENCEDORES DO AIA-CODE 2012

Foi anunciada a lista com os dez melhores projetos americanos para 2012, pelo Instituto Americano de Arquitetos e sua Comissão do Meio Ambiente (American Institute of Architects, Committee on the Environment – AIA-COTE). Os vencedores neste ano destacam-se pelos laços laços com a  comunidade local, equidade social e atenção às questões de eficiência hídrica. Segue uma breve descrição de cada um dos vencedores abaixo das respectivas imagens, com o responsável pelo projeto e o local da construção:

Foto ©: 1315 Peachtree Street por Perkins + Will

Este prédio é a adaptação (retrofit) de um prédio de escritórios de 1986 transformado em um “laboratório vivo” e ferramenta educacional com foco cívico. Destaque para a abordagem multidisciplinar do projeto, buscando a diminuição do impacto ambiental da construção (selecionar um edifício já existente), manutenção ao máximo da estrutura existente e otimização dos sistemas, tais como envelopário, HVAC, iluminação e água.

Foto ©: ASU Polytechnic Academic District por Bill Timmerman

O projeto para a Universidade Politécnica Estadual do Arizona partiu da transformação de uma base aérea desativada em um campus “peatonal”, que celebra a paisagem do deserto e cria uma nova identidade para um programa deste tipo. Ao segmentar os mais de 22.000m2 do partido em cinco prédio de alto desempenho (com certificação LEED Gold), a equipe de projeto criou um plano para quatro pátios ajardinados ligados por uma série de portais e arcadas, criando um campus coeso, voltado aos pedestres e que envolve alunos e professores na paisagem única do deserto de Mesa.

Foto ©: Chandler City Hall por SmithGroupJJR

O empreendimento é um complexo governamental desenvolvido em dois blocos. O bloco ao norte é destinado a uma torre de escritórios com cinco pavimentos, e o outro bloco – térreo e longilíneo – segue entre a Arizona Avenue e a Washington Street com uma galeria de arte, câmaras de conselhos e um estúdio de televisão. Havia dois objetivos fundamentais para o projeto: primeiro, estabelecer uma identidade para a comunidade, com um centro que gerasse orgulho para seus cidadãos; o segundo, a revitalização do centro histórico, em uma área até então desprovida de atividades e em condições precárias, de forma a promover o desenvolvimento comunitário em torno do centro da cidade.

Foto ©: Iowa Utilities Board por Assassi

Este projeto foi erguido em uma área de seis acres, recuperada de um antigo lixão, onde o poder estadual procurou demonstrar uma estratégia viável de desenvolvimento econômico que pudesse ser replicada em outros lugares. O prédio está organizado em duas asas (servindo a duas unidades estatais independentes) unidas por um elemento central de conexão e distribuição. O prédio serve como um símbolo para o gerenciamento eficiente de energia no Iowa, tendo sua performance comprovada na prática com a ótima relação custo-benefício das medidas adotadas no projeto, execução e uso.

Foto ©: Kensington High School por Barry Halkin

A Juventude Unida para a Mudança, um grupo ativista adolescente atuante foi fundamental na cobrança sobre o School District of Philadelphia (SDP) para criar esta pequena escola que incentivasse os alunos a efetivamente formarem-se, em vez de “cair no mundo” com pouca esperança no amanhã. O local escolhido oferecia muitos desafios e complexidades, seja por sua morfologia fina e comprida, ao lado de uma via de trânsito carregado e ruidoso, seja pela visão da vizinhança desta ser uma “zona desmilitarizada” (DMZ, na sigla em inglês) entre duas comunidades díspares, com tradição de abrigar mendigos, usuários de drogas e cães vira-latas… Desde o princípio, a equipe de projeto preocupou-se com que o prédio fosse o máximo possível transparente e convidativo, sem o uso de cercas, e apresentando-se como um exemplo positivo de agricultura urbana, emprego de telhados verdes e arte muralista.

Foto ©: Mercy Corps por Jeff Amram

A Mercy Corps é uma organização mundial de ajuda humanitária, trabalhando para transformar cenários de crise em oportunidades de progresso e desenvolvimento. Esta nova sede é fruto de uma restauração em um prédio histórico abandonado, com cerca de 4.000m2, mais uma nova construção com metragem semelhante. Um átrio, que funciona como uma área de encontro informal, está definido por uma escada cheia de luz que conecta os diferentes níveis do edifício. Este núcleo arejado também funciona como um “ventilador de camadas”. Assim, o desempenho eficiente do edifício e o incremento no conforto dos funcionários estão totalmente integrados.

Foto ©: Music and Science Building por Michael Mathers

A principal característica da mais nova construção no campus da Hood River Middle School é sua busca basilar de integração entre o interior notável e específico para o ensino de música e o exterior desenvolvido com os princípios da permacultura, inserindo este prédio no que poderíamos chamar de ciclo fechado de produção. Observa-se aqui o alinhamento entre o plano pedagógico e o projeto arquitetônico, oferecendo um exemplo prático de sustentabilidade sócio-ambiental, onde a construção é elemento ativo do currículo escolar.

Foto ©: Portland Community College por Stephan Miller

Portland Community College é a maior instituição de ensino superior do Oregon, servindo a residentes de cinco condados diferentes. Como parte do programa de expansão das salas de aula, estes 1.250m2 em Newberg são a primeira construção no novo campus na cidade de Willamete. Este primeiro edifício no local será o responsável por criar uma sensação acolhedora ao lugar, considerado fundamental para o sucesso do empreendimento. Destaca-se no prédio o grande telhado voltado ao sul (atuando como um grande beiral que funciona como uma praça abrigada de entrada), que está organizado em torno de uma coluna central de circulação, com três salas de aula e uma suíte administrativa no flanco norte. Salas multiuso deslocadas e rotacionadas para o sul criam um ambiente de interação para os alunos, professores e a comunidade como um todo.

Foto ©: University Classroom Building por Paul Crosby

A reserva natural com 55 hectares onde este edifício com certificação LEED  em nível Platina está localizado foi doada para a Universidade nos anos 50 para uso educacional e recreativo. O projeto fez com que o edifício tivesse o mínimo impacto ambiental em seu entorno, com alto grau de eficiência energética, mesmo no clima frio do norte de Minnesota. Além do atendimento aos critérios do LEED®, a equipes usaram o sistema alemão Passivehaus no processo de projeto, de forma que as metas estabelecidas pelo cliente fossem plenamente atendidas.

Foto ©: University of California por UC Merced

Localizado em um terreno com 815 acres, em região com o mais rápido crescimento da Califórnia, o Plano de Desenvolvimento de Longo Alcance (2009 Merced) da Universidade da Califórnia, cria um quadro urbano do século 21 para o campus da Universidade – o primeiro em quarenta anos, adotado pelos Regentes da Universidade em março de 2009. A abordagem abraça a sustentabilidade econômica, social e ambiental em todos os aspectos no atendimento ao programa de necessidades, no ambiente interno e nas operações e uso .

A base deste plano já alcançou resultados notáveis:

  • LEED Ouro mínimo para todas as estruturas;
  • Os edifícios usam a metade da energia e consomem 40% menos água do que projetos semelhantes;
  • Uma unidade de geração de energia fotovoltaica produz 20% do total anual e 60% das necessidades de eletricidade nos momentos de pico;
  • O incremento nas inscrições foram da ordem de  525% nos primeiros cinco anos de operação.

Em 2020, quando o registro chegar a 10.000 estudantes, o UC Merced será o primeiro campus com zero desperdício de energia e com zero emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos. No final de sua implementação, o campus vai abrigar 25.000 alunos, com de 50% de seu corpo discente utilizando carona, um campus peatonal cercado por 30.000 hectares de preservação permanente.

II FÓRUM MUNDIAL DE SUSTENTABILIDADE

© Logo por Seminars
© Logo por Seminars

De 24 a 26 de março ocorrerá em Manaus – AM o Fórum Mundial de Sustentabilidade, realizado pelo Seminars e promovido pelo LIDE. É uma rara oportunidade de reunir no berço mundial da biodiversidade os presidentes de grandes empresas, executivos, líderes políticos, representantes de universidades brasileiras e internacionais e entidades ambientais – todos discutindo a sustentabilidade na Amazônia e no planeta como um todo.

O evento realizar-se-á no Hotel Tropical de Manaus, próximo da Praia de Ponta Negra, junto ao Rio Negro, e tem como destaque as participações do ex-Presidente Norte-Americano Bill Clinton, do ex-Governador da Califórnia (também ex-Conan, o Bárbaro e ex-T800, o Exterminador do Futuro) Arnold Schwarzenegger, do premiadíssimo diretor James Cameron, do Fundador e Presidente do Grupo Virgin, Sir Richard Branson, e do ex-Deputado Federal e forte contribuinte na elaboração da Legislação Ambiental Brasileira, Fábio Feldmann, dentre outros.

Entre palestras, workshops e debates, o fórum abordará temas que vão de “Construções Sustentáveis” a “Humanismo e Sustentabilidade”, passando pelos de relevância mais local, como “Desenvolvimento Sustentável da Floresta Amazônica” e “O Brasil e a Dinâmica da Sustentabilidade”. A programação completa está disponível no site do evento Fórum Mundial de Sustentabilidade.

Imagens ©: Bill Clinton por Indiana University + Conan the Barbarian por Universal Pictures + The Terminator por MGM + Arnold Schwarzenegger por Aviation Week + James Cameron por HQ Movies + Richard Brenson por Sasha Muradali + Fábio Feldmann por UNB On the Sid

Imagens ©: Bill Clinton por Indiana University + Conan the Barbarian por Universal Pictures + The Terminator por MGM + Arnold Schwarzenegger por Aviation Week + James Cameron por HQ Movies + Richard Brenson por Sasha Muradali + Fábio Feldmann por UNB On the Side

Acredita-se que, mais uma vez, o melhor do fórum não estará diretamente vinculado apenas às abordagens de como desenvolver a região sem derrubar a floresta, mas sim, na carga midiática que a passagem de palestrantes e personalidades emprestam por alguns dias à Manaus, possibilitando colocar a Amazônia no centro das discussões mundiais sobre o tema bem além da limitação das paredes na Área de Conferências…

MISSÃO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL EM MOÇAMBIQUE

Imagens © CEF: foto 01/Reunião de Trabalho na DPOPH, em Nampula; foto 02/Oficina de Empreendedorismo peloProfº Gonçalo em Namialo (UFRJ); foto 03/Oficina de Empreendedorismo em Namialo; foto 04/Apresentação do Projeto ao Governador da Província de Nampula

Imagens © CEF: foto 01/Reunião de Trabalho na DPOPH, em Nampula; foto 02/Oficina de Empreendedorismo peloProfº Gonçalo em Namialo (UFRJ); foto 03/Oficina de Empreendedorismo em Namialo; foto 04/Apresentação do Projeto ao Governador da Província de Nampula

Os arquitetos da Krebs Sustentabilidade (à esquerda, na foto superior) voltaram de Nampula – MZ, onde participaram, via NORIE – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Cooperação Técnica Internacional Brasil – Moçambique. O Projeto de Cooperação, iniciado em 2008 e formalizado em junho deste ano, está dividido em cinco áreas de atuação: 01-Auxílio no Desenvolvimento da Política Habitacional Moçambicana, 02-Transferência de Tecnologia para Produção de Materiais de Construção, 03-Auxílio no Desenvolvimento de Tipologias Construtivas para Habitações de Interesse Social, 04-Auxílio na Implementação de um Sistema Nacional de índices e Custos da Construção Civil e 05-Desenvolvimento de Projeto Arquitetônico para o Centro Tecnológico de Namialo. É nesta última área que os profissionais da Krebs Sustentabilidade estão inseridos, trabalhando conjuntamente nas últimas três semanas com a equipe técnica moçambicana nos ajustes do Programa de Necessidades e na coleta de dados para o Anteprojeto.

Eis a notícia publicada no jornal da CAIXA, no dia 15 de dezembro de 2010, referente às ações realizadas durante a missão do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Urbano de Moçambique:

Missão Caixa visita Moçambique

A Caixa realiza, até a próxima sexta-feira (17), missão referente ao Projeto de Cooperação Técnica “Apoio ao Desenvolvimento Urbano de Moçambique”, na Direção Provincial de Obras Públicas e Habitação de Nampula, e no futuro Centro Tecnológico de Namialo (CTN), da província de Nampula, localizada na região norte de Moçambique.

A missão, que teve início em 29 de novembro, é composta por profissionais da Caixa da área internacional e de desenvolvimento urbano, professores e bolsistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de Campinas e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, parceiras no projeto.

O arquiteto Gonçalo Guimarães, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou oficina, no período de 6 a 10 de dezembro, sobre tecnologia para instalação de incubadora de cooperativas. Participaram 42 pessoas, entre engenheiros, arquitetos e artesãos de diferentes distritos e da Direção Provincial de Nampula, que salientaram a importância dessas ações para a estruturação e capacitação técnica da equipe que comporá a gestão do Centro, bem como o apoio ao desenvolvimento econômico da região

A equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenada pela arquiteta Maria Conceição Scussel, está desenvolvendo o anteprojeto de adaptação e ampliação das instalações do Centro Tecnológico de Namialo. Representando a Universidade de Campinas, o engenheiro agrônomo Antonio Ludovico Beraldo realiza, no período de 14 a 16 de dezembro, oficina sobre utilização de bambu na construção.

A equipe brasileira e moçambicana envolvida no projeto foi recebida, na última sexta-feira (10), para apresentação do projeto, pelo governador da província de Nampula, Felismino Ernesto Tocoli, que manifestou seu apoio ao projeto, salientando sua aderência às diretrizes econômicas e sociais, do governo de Moçambique, em seu plano qüinqüenal.

A missão e o projeto são coordenados, pelo governo moçambicano, pelo engenheiro Ângelo Benesse, diretor nacional de Edificações do Ministério de Obras Públicas de Moçambique e, pelo governo brasileiro, por Maria Teresa Peres de Souza, gerente nacional de Assistência Técnica, que avalia que “a missão está atingindo com sucesso seus objetivos.

UM PROJETO IGUAL, MAS DIFERENTE…

fotos © Fabrício Escandiuzzi para o Portal Terra

fotos © Fabrício Escandiuzzi para o Portal Terra

Na cidade catarinense de São José foi inaugurada a renovada sede da Câmara Municipal. Isto não seria motivo para nenhuma surpresa, mas esta obra, diferente do que ocorre na quase totalidade dos prédios públicos do país, apresenta algumas novidades bem interessantes do ponto de vista das construções sustentáveis, principalmente o respeito as raízes açorianas que deu origem à cidade e algumas preocupações ambientais que geralmente não passam de um discurso evasivo…

O prédio em si é bastante sóbrio em sua aparência. O projeto da reforma da construção original de 1972 ficou por conta do Arquiteto Marcos Deitos, que mesmo respeitando os traços característicos originais, buscou a introdução de elementos que garantissem economia na operação e manutenção da Câmara ao longo dos próximos anos, amortizando com isto o custo aproximado de dois milhões de reais. Dentre estes, destacam-se a captação, armazenagem e uso de águas pluviais para os vasos sanitários, irrigação de jardins e limpeza, e a substituição das paredes convencionais por painéis envidraçados que garantem iluminação natural em todos os gabinetes e no plenário. O grande destaque é a utilização de um aerogerador da empresa Energia Pura, com capacidade de produção de mais de 500kWh de energia limpa ao mês (cerca de metade do consumo da edificação) graças aos fortes e constantes ventos da histórica cidade litorânea, instalado na praça de acesso.

Com a revitalização, foi construído um novo hall de entrada, plenário com capacidade para 300 pessoas e vista para o mar, e corredor de acesso entre os prédios que abrigarão galerias de arte e memória de São José. A grande contribuição da obra para a comunidade é a reconstrução do antigo trapiche que existia no local em 1908. Este trapiche foi restaurado nas décadas de 20 e 40 e uma tempestade destruiu-o em 1956.

“Esta é uma obra pensada também para o futuro. Foi um grande desafio e um presente para cidade e, principalmente, para o Centro Histórico, pois foi aqui que tudo começou e é um dos lugares mais lindos de São José. Eu quero provocar os órgãos públicos para olharem mais para este local. Não saíram recursos da saúde, educação ou qualquer outra necessidade do Município. Economizamos os recursos públicos destinados para a Câmara e investimos no prédio que atende a população”, declarou o Presidente da Câmara – Vereador Amauri Valdemar da Silva (PTB), que aliás, atende pelo sugestivo nome de “Amauri dos Projetos”.

A ENERGIA SUBIU NO TELHADO

Imagem © RES Group Company

Imagem © RES Group Company

Imagem © RES Group Company

Imagem © RES Group Company

Sempre que se pensa na aplicação de painéis fotovoltaicos para produção local de energia, há dois fatores que aparecem: o custo e a estética. Se para o alto custo ainda não se encontra uma alternativa viável, a Heritage Solar Slate ataca a segunda parte do problema com a sua inovadora telha solar, projetada para que se pareçam com as tradicionais telhas de ardósia. As ardósias fotovoltaicas fornecem uma alternativa elegante comparadas aos painéis-padrão. São totalmente à prova de intempéries e perfeitas para o uso em prédios históricos nas áreas de preservação. Espera-se que os painéis de ardósia permitem que grupos como o National Trust reduzam a “pegada de carbono” dos prédios históricos e de suas atrações.

O interessante nestas ardósias é que elas não apresentam partes móveis e quase não exigem manutenção. São projetadas para se misturar com as telhas tradicionais (conforme as imagens comprovam), o que lhes permite atender as normas e regulamentações mesmo em áreas de preservação histórica, onde intervenções são sempre consideradas críticas. O melhor de tudo, estes painéis podem ser facilmente instalados graças a um sistema de “ajuste e esqueça” (do inglês fit-and-forget), que não requer nenhum treinamento especializado para a sua instalação. 340 painéis foram empregados em Snowdonia National Park – norte do País de Gales, em uma tradicional casa com mais de 200 anos chamada Y Stabal, meticulosamente revitalizada e convertida em casa de veraneio (para locação por temporada). Os sistemas de aquecimento no piso da casa é alimentados por bombas de calor de origem termal, que geram sua eletricidade através da utilização destas telhas solares, produzindo energia suficiente para retornar um excedente para a rede pública.

Esta vantagem adicional que o sistema proposto e implementado pela Heritage Solar Slates qualifica a construção no plano tarifário feed-in, que incentiva projetos energéticos com uso de fontes renováveis em todo o Reino Unido. Em essência, as tarifas deste tipo são pagamentos feitos pelas concessionárias para edificações que geram sua própria energia. O objetivo é aumentar o índice de produção de energia de fontes renováveis para 20% da matriz energética até o ano de 2020.

A responsável pelo empreendimento é a RES (Renewable Energy Company), uma das líderes mundiais em desenvolvimento de projetos de energias renováveis. A empresa atua no campo da energia solar em grande escala, a biomassa, eólica – em terra e no mar (onshore e offshore), por ondas ou marés, bem como a produção de energia no local das construções (on site). Através de sua filial PV Systems, foi executada a implementação do sistema de produção de energia solar na casa Y Stabal. Esta subsidiária já projetou e instalou mais de 1000 sistemas elétricos, tanto no Reino Unido quanto no restante da Europa, fornecendo aos seus clientes um pacote integrado de painéis fotovoltaicos, desde a concepção e consulta até a instalação e monitoramento de desempenho.

COBERTURAS VIVAS EXTENSIVAS

Neste início de outubro a ANTAC – Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído, promoveu seu encontro nacional com o tema central Avanços científicos e impactos da pesquisa em tecnologia do ambiente construído: como avaliar?”. Durante três dias estiveram reunidos na Serra Gaúcha pesquisadores e técnicos de diversas instituições – tais como universidades, órgãos públicos e empresas privadas, que abordaram as seguintes questões:

  • Conforto ambiental e eficiência energética;2_antac_0
  • Desempenho e avaliação pós-ocupação das edificações;
  • Gestão e economia da construção;
  • Inovação tecnológica e modernização industrial;
  • Engenharia urbana e política habitacional;
  • Patologia e durabilidade das construções;
  • Qualidade do projeto;
  • Reaproveitamento de resíduos na construção;
  • Tecnologia dos materiais de construção;
  • Tecnologia de sistemas e processos construtivos;
  • Tecnologia de sistemas prediais;
  • Tecnologia da informação e comunicação;
  • Sustentabilidade.

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Lisandra F. Krebs (1); Miguel A. Sattler (2)

(1) Arq. e Urb., MEng. – Empresa Krebs Sustentabilidade – Porto Alegre, Brasil; (2) Eng. Civil, PhD – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil – Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.

RESUMO DO ARTIGO APRESENTADO

A utilização de coberturas vivas extensivas pode trazer vantagens, tanto em nível urbanístico, quanto para o conforto térmico de seus usuários imediatos. Apesar do crescente interesse de profissionais e usuários pelo assunto, o Brasil não possui tradição nesta técnica construtiva. As coberturas vivas extensivas têm sido pouco contempladas nas publicações nacionais e, quando o são, dificilmente demonstram experiências práticas ou evidenciam recomendações projetuais em diferentes situações. As experiências práticas possibilitam comparar as técnicas empregadas localmente com aquelas referidas na literatura, e trazem dados sobre o que fazer e o que evitar fazer no emprego deste tipo de solução. O presente trabalho tem como objetivo analisar as experiências de utilização de coberturas vivas extensivas na região selecionada, identificando suas características projetuais, a maneira como foram executadas, a necessidade de manutenção e apontando os principais erros a serem evitados. A pesquisa levantou um conjunto de dez obras utilizando coberturas vivas extensivas, na cidade de Porto Alegre e na Serra gaúcha, a partir da década de 70. Durante a investigação foi realizado um levantamento de materiais técnicos (projetos e seus detalhamentos construtivos), e visitas para sua avaliação in loco, além de entrevistas com projetistas, e usuários. A aplicação desta técnica na região estudada mostrou-se viável e os resultados apontam para a necessidade de maior atenção, por parte dos projetistas, sobretudo na execução destas coberturas. Ainda, evidenciou-se a falta de elementos construtivos pré-fabricados em indústria, assim como a necessidade de mais pesquisas sobre o tema. A presente pesquisa possibilita traçar um comparativo entre a bibliografia existente sobre o tema (prioritariamente internacional) e a realidade que os profissionais enfrentam localmente. Ainda, busca contribuir para a formação de um banco de dados sobre a utilização de coberturas vivas no Brasil.

Se desejar ler a íntegra do artigo, solicite o envio por e-mail para lisandra@krebssustentabilidade.com.br

NOVOS ARES EM HABITAÇÕES DE INTERESSE SOCIAL

Sem dúvida alguma, os projetos premiados no concurso “Habitação para Todos” representam um alento para quem se preocupa em como resolver com qualidade (e dignidade) o grande déficit habitacional brasileiro. O concurso promovido pela CDHU – Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo e organizado pelo IAB-SP traz novos ares para quem observa de forma mais atenta o que se está pensando em termos de habitação de interesse social, servindo como um panorama de idéias coletivas dos mais diversos rincões do país.

A avaliação dos trabalhos considerou os critérios técnicos constantes no edital, como a implantação do terreno, o programa de necessidades específico, legislação de edificação e normas gerais, acessibilidade, a contribuição técnica construtiva, o conforto ambiental e a habitabilidade, qualidades urbanas do projeto arquitetônico, a sustentabilidade, além do custo da obra conforme parâmetros definidos pela própria CDHU.

Com a participação de 61 equipes de vários estados brasileiros, o concurso dividiu-se em seis grupos tipológicos: casas térreas, casas escalonadas, sobrados, edifícios de três pavimentos, edifícios de quatro pavimentos e, por último, edifícios de 6 e 7 pavimentos. Apesar da abrangência da amostragem apresentada, a quantidade de informações e o grande número de pranchas solicitadas talvez tenham desistimulado uma maior participação no evento. Entretanto, é certo que se compreenda que os tempos do “arquiteto-faz-tudo” já passaram, e hoje em dia tem-se que pensar em trabalhos colaborativos e multidisciplinares, de forma a atender satisfatoriamente aos requisitos programáticos propostos…

III EDIÇÃO DO CURSO DE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL CS&CGB

Krebs Sustentabilidade apresenta a 3ª edição do Curso de Atualização Profissional “Construções Sustentáveis & Certificações Green Building”, dias 8 e 9 de setembro de 2010. A realização novamente será em conjunto com o SENGE-RS, em Porto Alegre/RS. O curso com 8 horas-aula destina-se a estudantes e profissionais da construção civil que tenham interesse neste tema, apresentando exemplos de boas práticas, estudos de caso, materiais alternativos, tecnologias passivas e demais assuntos relacionados às construções sustentáveis, bem como introduzindo a ferramenta de avaliação Green Building LEED®. O curso conta com o apoio da Livraria do Arquiteto na divulgação. Informações e inscrições pelo e-mail sengeoffice@senge.org.br.

Clique na imagem para saber a programação completa.

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