CURSO CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS & CERTIFICAÇÕES GREEN BUILDING

Krebs Sustentabilidade apresenta nova edição do Curso de Atualização Profissional “Construções Sustentáveis & Certificações Green Building”, dias 22 e 24 de maio de 2012. A realização pela segunda vez será em conjunto com o IAB-RS, em Porto Alegre/RS. O curso com 8 horas-aula destina-se a estudantes e profissionais da construção civil que tenham interesse neste tema, apresentando exemplos de boas práticas, estudos de caso, materiais alternativos, tecnologias passivas e demais assuntos relacionados às construções sustentáveis. Há introdução sobre a ferramenta de avaliação Green Building LEED®, bem como outras certificações e etiquetas existentes no país – AQUA, Selo AZUL e PROCEL Edifica. O curso conta com o apoio da Livraria do Arquiteto na divulgação. Informações e inscrições pelo e-mail iabrs@iabrs.org.br.

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Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs ©

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PROJETOS VENCEDORES DO AIA-CODE 2012

Foi anunciada a lista com os dez melhores projetos americanos para 2012, pelo Instituto Americano de Arquitetos e sua Comissão do Meio Ambiente (American Institute of Architects, Committee on the Environment – AIA-COTE). Os vencedores neste ano destacam-se pelos laços laços com a  comunidade local, equidade social e atenção às questões de eficiência hídrica. Segue uma breve descrição de cada um dos vencedores abaixo das respectivas imagens, com o responsável pelo projeto e o local da construção:

Foto ©: 1315 Peachtree Street por Perkins + Will

Este prédio é a adaptação (retrofit) de um prédio de escritórios de 1986 transformado em um “laboratório vivo” e ferramenta educacional com foco cívico. Destaque para a abordagem multidisciplinar do projeto, buscando a diminuição do impacto ambiental da construção (selecionar um edifício já existente), manutenção ao máximo da estrutura existente e otimização dos sistemas, tais como envelopário, HVAC, iluminação e água.

Foto ©: ASU Polytechnic Academic District por Bill Timmerman

O projeto para a Universidade Politécnica Estadual do Arizona partiu da transformação de uma base aérea desativada em um campus “peatonal”, que celebra a paisagem do deserto e cria uma nova identidade para um programa deste tipo. Ao segmentar os mais de 22.000m2 do partido em cinco prédio de alto desempenho (com certificação LEED Gold), a equipe de projeto criou um plano para quatro pátios ajardinados ligados por uma série de portais e arcadas, criando um campus coeso, voltado aos pedestres e que envolve alunos e professores na paisagem única do deserto de Mesa.

Foto ©: Chandler City Hall por SmithGroupJJR

O empreendimento é um complexo governamental desenvolvido em dois blocos. O bloco ao norte é destinado a uma torre de escritórios com cinco pavimentos, e o outro bloco – térreo e longilíneo – segue entre a Arizona Avenue e a Washington Street com uma galeria de arte, câmaras de conselhos e um estúdio de televisão. Havia dois objetivos fundamentais para o projeto: primeiro, estabelecer uma identidade para a comunidade, com um centro que gerasse orgulho para seus cidadãos; o segundo, a revitalização do centro histórico, em uma área até então desprovida de atividades e em condições precárias, de forma a promover o desenvolvimento comunitário em torno do centro da cidade.

Foto ©: Iowa Utilities Board por Assassi

Este projeto foi erguido em uma área de seis acres, recuperada de um antigo lixão, onde o poder estadual procurou demonstrar uma estratégia viável de desenvolvimento econômico que pudesse ser replicada em outros lugares. O prédio está organizado em duas asas (servindo a duas unidades estatais independentes) unidas por um elemento central de conexão e distribuição. O prédio serve como um símbolo para o gerenciamento eficiente de energia no Iowa, tendo sua performance comprovada na prática com a ótima relação custo-benefício das medidas adotadas no projeto, execução e uso.

Foto ©: Kensington High School por Barry Halkin

A Juventude Unida para a Mudança, um grupo ativista adolescente atuante foi fundamental na cobrança sobre o School District of Philadelphia (SDP) para criar esta pequena escola que incentivasse os alunos a efetivamente formarem-se, em vez de “cair no mundo” com pouca esperança no amanhã. O local escolhido oferecia muitos desafios e complexidades, seja por sua morfologia fina e comprida, ao lado de uma via de trânsito carregado e ruidoso, seja pela visão da vizinhança desta ser uma “zona desmilitarizada” (DMZ, na sigla em inglês) entre duas comunidades díspares, com tradição de abrigar mendigos, usuários de drogas e cães vira-latas… Desde o princípio, a equipe de projeto preocupou-se com que o prédio fosse o máximo possível transparente e convidativo, sem o uso de cercas, e apresentando-se como um exemplo positivo de agricultura urbana, emprego de telhados verdes e arte muralista.

Foto ©: Mercy Corps por Jeff Amram

A Mercy Corps é uma organização mundial de ajuda humanitária, trabalhando para transformar cenários de crise em oportunidades de progresso e desenvolvimento. Esta nova sede é fruto de uma restauração em um prédio histórico abandonado, com cerca de 4.000m2, mais uma nova construção com metragem semelhante. Um átrio, que funciona como uma área de encontro informal, está definido por uma escada cheia de luz que conecta os diferentes níveis do edifício. Este núcleo arejado também funciona como um “ventilador de camadas”. Assim, o desempenho eficiente do edifício e o incremento no conforto dos funcionários estão totalmente integrados.

Foto ©: Music and Science Building por Michael Mathers

A principal característica da mais nova construção no campus da Hood River Middle School é sua busca basilar de integração entre o interior notável e específico para o ensino de música e o exterior desenvolvido com os princípios da permacultura, inserindo este prédio no que poderíamos chamar de ciclo fechado de produção. Observa-se aqui o alinhamento entre o plano pedagógico e o projeto arquitetônico, oferecendo um exemplo prático de sustentabilidade sócio-ambiental, onde a construção é elemento ativo do currículo escolar.

Foto ©: Portland Community College por Stephan Miller

Portland Community College é a maior instituição de ensino superior do Oregon, servindo a residentes de cinco condados diferentes. Como parte do programa de expansão das salas de aula, estes 1.250m2 em Newberg são a primeira construção no novo campus na cidade de Willamete. Este primeiro edifício no local será o responsável por criar uma sensação acolhedora ao lugar, considerado fundamental para o sucesso do empreendimento. Destaca-se no prédio o grande telhado voltado ao sul (atuando como um grande beiral que funciona como uma praça abrigada de entrada), que está organizado em torno de uma coluna central de circulação, com três salas de aula e uma suíte administrativa no flanco norte. Salas multiuso deslocadas e rotacionadas para o sul criam um ambiente de interação para os alunos, professores e a comunidade como um todo.

Foto ©: University Classroom Building por Paul Crosby

A reserva natural com 55 hectares onde este edifício com certificação LEED  em nível Platina está localizado foi doada para a Universidade nos anos 50 para uso educacional e recreativo. O projeto fez com que o edifício tivesse o mínimo impacto ambiental em seu entorno, com alto grau de eficiência energética, mesmo no clima frio do norte de Minnesota. Além do atendimento aos critérios do LEED®, a equipes usaram o sistema alemão Passivehaus no processo de projeto, de forma que as metas estabelecidas pelo cliente fossem plenamente atendidas.

Foto ©: University of California por UC Merced

Localizado em um terreno com 815 acres, em região com o mais rápido crescimento da Califórnia, o Plano de Desenvolvimento de Longo Alcance (2009 Merced) da Universidade da Califórnia, cria um quadro urbano do século 21 para o campus da Universidade – o primeiro em quarenta anos, adotado pelos Regentes da Universidade em março de 2009. A abordagem abraça a sustentabilidade econômica, social e ambiental em todos os aspectos no atendimento ao programa de necessidades, no ambiente interno e nas operações e uso .

A base deste plano já alcançou resultados notáveis:

  • LEED Ouro mínimo para todas as estruturas;
  • Os edifícios usam a metade da energia e consomem 40% menos água do que projetos semelhantes;
  • Uma unidade de geração de energia fotovoltaica produz 20% do total anual e 60% das necessidades de eletricidade nos momentos de pico;
  • O incremento nas inscrições foram da ordem de  525% nos primeiros cinco anos de operação.

Em 2020, quando o registro chegar a 10.000 estudantes, o UC Merced será o primeiro campus com zero desperdício de energia e com zero emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos. No final de sua implementação, o campus vai abrigar 25.000 alunos, com de 50% de seu corpo discente utilizando carona, um campus peatonal cercado por 30.000 hectares de preservação permanente.

MISSÃO DE COOPERAÇÃO TÉCNICA INTERNACIONAL EM MOÇAMBIQUE

Imagens © CEF: foto 01/Reunião de Trabalho na DPOPH, em Nampula; foto 02/Oficina de Empreendedorismo peloProfº Gonçalo em Namialo (UFRJ); foto 03/Oficina de Empreendedorismo em Namialo; foto 04/Apresentação do Projeto ao Governador da Província de Nampula

Imagens © CEF: foto 01/Reunião de Trabalho na DPOPH, em Nampula; foto 02/Oficina de Empreendedorismo peloProfº Gonçalo em Namialo (UFRJ); foto 03/Oficina de Empreendedorismo em Namialo; foto 04/Apresentação do Projeto ao Governador da Província de Nampula

Os arquitetos da Krebs Sustentabilidade (à esquerda, na foto superior) voltaram de Nampula – MZ, onde participaram, via NORIE – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, da Cooperação Técnica Internacional Brasil – Moçambique. O Projeto de Cooperação, iniciado em 2008 e formalizado em junho deste ano, está dividido em cinco áreas de atuação: 01-Auxílio no Desenvolvimento da Política Habitacional Moçambicana, 02-Transferência de Tecnologia para Produção de Materiais de Construção, 03-Auxílio no Desenvolvimento de Tipologias Construtivas para Habitações de Interesse Social, 04-Auxílio na Implementação de um Sistema Nacional de índices e Custos da Construção Civil e 05-Desenvolvimento de Projeto Arquitetônico para o Centro Tecnológico de Namialo. É nesta última área que os profissionais da Krebs Sustentabilidade estão inseridos, trabalhando conjuntamente nas últimas três semanas com a equipe técnica moçambicana nos ajustes do Programa de Necessidades e na coleta de dados para o Anteprojeto.

Eis a notícia publicada no jornal da CAIXA, no dia 15 de dezembro de 2010, referente às ações realizadas durante a missão do Projeto de Apoio ao Desenvolvimento Urbano de Moçambique:

Missão Caixa visita Moçambique

A Caixa realiza, até a próxima sexta-feira (17), missão referente ao Projeto de Cooperação Técnica “Apoio ao Desenvolvimento Urbano de Moçambique”, na Direção Provincial de Obras Públicas e Habitação de Nampula, e no futuro Centro Tecnológico de Namialo (CTN), da província de Nampula, localizada na região norte de Moçambique.

A missão, que teve início em 29 de novembro, é composta por profissionais da Caixa da área internacional e de desenvolvimento urbano, professores e bolsistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Universidade de Campinas e Universidade Federal do Rio Grande do Sul, parceiras no projeto.

O arquiteto Gonçalo Guimarães, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, realizou oficina, no período de 6 a 10 de dezembro, sobre tecnologia para instalação de incubadora de cooperativas. Participaram 42 pessoas, entre engenheiros, arquitetos e artesãos de diferentes distritos e da Direção Provincial de Nampula, que salientaram a importância dessas ações para a estruturação e capacitação técnica da equipe que comporá a gestão do Centro, bem como o apoio ao desenvolvimento econômico da região

A equipe da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, coordenada pela arquiteta Maria Conceição Scussel, está desenvolvendo o anteprojeto de adaptação e ampliação das instalações do Centro Tecnológico de Namialo. Representando a Universidade de Campinas, o engenheiro agrônomo Antonio Ludovico Beraldo realiza, no período de 14 a 16 de dezembro, oficina sobre utilização de bambu na construção.

A equipe brasileira e moçambicana envolvida no projeto foi recebida, na última sexta-feira (10), para apresentação do projeto, pelo governador da província de Nampula, Felismino Ernesto Tocoli, que manifestou seu apoio ao projeto, salientando sua aderência às diretrizes econômicas e sociais, do governo de Moçambique, em seu plano qüinqüenal.

A missão e o projeto são coordenados, pelo governo moçambicano, pelo engenheiro Ângelo Benesse, diretor nacional de Edificações do Ministério de Obras Públicas de Moçambique e, pelo governo brasileiro, por Maria Teresa Peres de Souza, gerente nacional de Assistência Técnica, que avalia que “a missão está atingindo com sucesso seus objetivos.

III EDIÇÃO DO CURSO DE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL CS&CGB

Krebs Sustentabilidade apresenta a 3ª edição do Curso de Atualização Profissional “Construções Sustentáveis & Certificações Green Building”, dias 8 e 9 de setembro de 2010. A realização novamente será em conjunto com o SENGE-RS, em Porto Alegre/RS. O curso com 8 horas-aula destina-se a estudantes e profissionais da construção civil que tenham interesse neste tema, apresentando exemplos de boas práticas, estudos de caso, materiais alternativos, tecnologias passivas e demais assuntos relacionados às construções sustentáveis, bem como introduzindo a ferramenta de avaliação Green Building LEED®. O curso conta com o apoio da Livraria do Arquiteto na divulgação. Informações e inscrições pelo e-mail sengeoffice@senge.org.br.

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Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs©

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PALESTRAS DA KREBS SUSTENTABILIDADE NO 1º ECOMMA/RS

1º ECOMMA/RS

A Krebs Sustentabilidade participará do 1º ECOMMA/RS (Encontro dos Conselhos Municipais do Meio Ambiente) ministrando duas palestras que expressarão parte do alcance da sustentabilidade nos ambientes de consumo e na construção civil.

Na sexta-feira (12/03), das 9:00 às 10:30h, a Arquiteta MSc Engª Civil Lisandra Fachinello Krebs abordará o tema “Introdução aos Conceitos de Produção e Consumo Sustentável (PCS)”. No mesmo dia, das 15:00 às 16:00, o Arquiteto Carlos Krebs apresentará um painel sobre “Construções Sustentáveis no Rio Grande do Sul”.

O ECOMMA/RS realizar-se-á no Centro de Eventos de Nova Petrópolis, na serra gaúcha, dias 11, 12 e 13 de março, e terá a presença do Ministro do Meio Ambiente – Carlos Minc Baumfeld, na solenidade de abertura. Maiores informações e inscrições através do site www.famurs.com.br

UM OÁSIS NUMA ILHA – THE VISIONAIRE

Pontuação no LEED®, fonte Green Source Magazine ©

Pontuação no LEED®, dados da Green Source Magazine ©

Um prédio de apartamentos com trinta e cinco andares em Manhattan não é o que se poderia chamar de “lugar-comum” quando se pensa em uma arquitetura sustentável, não? Mas o projeto do famoso escritório Pelli Clarke Pelli Architects foge do óbvio e comprova uma nova e rentável forma de construção em um local pouco provável, sendo o primeiro prédio residencial americano a atingir a pontuação Platina no LEED®.

O The Visionaire está localizado em Battery Park City – uma parcela de mais de 370.000m2 na esquina sudeste da ilha, criada a partir de sucessivos aterros entre 1972 e 1976 junto ao Rio Hudson. Em 1979 foi decretado um Plano Geral de Ocupação, que determinava uma combinação entre espaços comerciais e residenciais que privilegiassem a existência do parque. O principal conjunto deste distrito até então eram as quatro torres de escritórios do World Financial Center, de 1988, do mesmo Arquiteto Cesar Pelli.

No final da década de 90, o BPCA (Battery Park City Authority), aproveitando um curto período de calma no ritmo frenético das construções no local, estabeleceu uma série de orientações visando a promoção da sustentabilidade nas novas construções. Seguindo estas orientações, a firma de Pelli projetou três novas torres residenciais, resultando no Solaire (2003), no Verdesian (2006), e agora no Visionaire. Estas orientações dividem-se em cinco partes:

The Visionaire, por Pelli Clarke Pelli ©

The Visionaire, por Pelli Clarke Pelli ©

  • Eficiência energética;
  • Melhoria da qualidade ambiental interna;
  • Conservação de materiais e recursos;
  • Educação, operações e manutenções;
  • Conservação de água e gerenciamento local.

Segundo Susan Kaplan, Diretora de Sustentabilidade do BPCA, as orientações acima listadas “estão fundamentadas em metas realísticas capazes de integrar o processo construtivo, e não baseadas em desejos utópicos”.

No primeiro olhar ao prédio destaca-se o seu revestimento em pele de vidro, combinando vidros de baixa emissividade (low-e) com um “rainscreen” (método construtivo no qual as paredes tem o revestimento separado da membrana por um colchão de ar com pressão equalizada – prevenindo-se que a chuva possa “forçá-lo”, e que permite um alto desempenho térmico e um menor uso de equipamento de aquecimento ou refrigeração, além de uma resistência muito maior aos ventos) na cor terracota. A conservação da água fez parte dos esforços sustentáveis do projeto, utilizando para isso equipamentos que reduzem o consumo de água potável e sistemas de tratamento para toda as águas cinzas do prédio. O uso de telhados verdes está presente em 70% das superfícies de cobertura do prédio, contribuindo para a captação de águas pluviais utilizadas para irrigação e limpeza. Completando, há micro-turbinas movidas à gás natural na estrutura das coberturas para produção de água quente.

O prédio economiza cerca de 42% de energia em comparação com a média de consumo de prédios similares, resultado da utilizacão de sistemas eficientes e de um ótimo “envelope”, que mereceu exaustivos cuidados, detalhamentos e testes em relação ao seu material de isolamento. Claro que os investidores utilizaram-se de medidas “marketeiras”, como o emprego de painéis fotovoltáicos azuis (menos eficientes que seus semelhantes pretos) e o uso de revestimento de bambu nas portas e o emprego de mobiliário “sustentável” nas áreas de uso comum. Alternativas que auxiliam muito mais na propagação de um ideal do que  na prática da sustentabilidade.

O prédio construído + Prêmio + Detalhe da Fachada + Interiores, por Pelli Clarke Pelli ©

O prédio construído + Prêmio + Detalhe da Fachada + Interiores, por Pelli Clarke Pelli ©

Ainda assim, este é o grande lance do empreendimento (voltado a poucos – é claro): um discurso que emprega como apelo de venda o faça-você-também, que dizia que “cada morador é responsável por efetivamente atingirmos as metas de eficiência deste prédio”. Uma abordagem um pouco diferente do que se vê aqui no Brasil, onde os empreendedores vendem ao habitáculo (moradia/trabalho) como uma solução fechada. O cliente é apenas um usuário passivo, que no máximo reproduz um discurso sobre os principais itens verdes que ele comprou…

POR UM PLANETA (E UM BOLSO) MAIS SUSTENTÁVEL

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Imagem: CC – The Pocket Toad por Benimoto (revisada)

Estamos cada vez mais conscientes de que é fácil implementar em nossas casas medidas para reduzir as agressões ao planeta, mas será que estamos comprometidos da mesma maneira em nossos ambientes corporativos? Para refletir sobre o assunto e adotar uma ou mais estratégias ambientalmente amigáveis nos locais de trabalho, basta dar uma olhadinha em um pequeno checklist com dicas de fácil implementação.

• A luz natural, além de ser de graça, é mais agradável. Que tal observar os locais em que a luz artificial pode ser apenas complementar, e passar a aproveitar esse recurso natural? O único cuidado necessário é evitar o ofuscamento.

• Se houver a possibilidade de uma pequena reforma, as faixas de luminárias que ficam junto às janelas podem acender de forma independente das demais, permanecendo apagadas quando a luz natural for suficiente. Se quiser ir além, toda a iluminação pode passar por uma revisão, separando lâmpadas que devem acender juntas daquelas que podem acender de modo separado em todos os ambientes. Além disso, é possível fazer uma avaliação de onde pode ser instalado sensor de presença. Assim, não haverá luz acesa à toa.

• Uma prática comum em green buildings é o uso de luminárias de mesa. É impressionante a economia que se pode obter quando cada colaborador tem autonomia para controlar o nível de iluminação em sua mesa de trabalho. Lembrando de não desrespeitar o nível de iluminação necessário para cada atividade, a iluminação geral pode ficar menos intensa com a adoção dessa estratégia, o que reduzirá o consumo total.

• Outra dica é a substituição de lâmpadas que consomem muita energia por modelos mais econômicos, garantindo o mesmo nível de iluminação com mais eficiência (além desses modelos, em média, durarem mais). Pesquise um pouco mais antes de comprar.

• O teto deve ser de cor clara, para refletir a luz. A cor das paredes também influencia no nível de iluminação geral do ambiente. A dica é um pouco óbvia, é verdade, mas não custa lembrar.

• Equipamentos: atenção ao Selo Procel! Os eletrodomésticos – incluindo microondas e frigobar – possuem esse selo indicando o consumo energético. Para modelos importados, o equivalente é o selo Energy Star. Olho neles na hora de comprar ou substituir os eletrodomésticos do escritório.

• Ainda sobre equipamentos: sempre desligar da tomada aqueles que não estão em uso. Isso inclui baterias de celular esquecidas na tomada, que ficam consumindo energia.

• Monitores ligados, com descanso de tela, também consomem muito. Configure as máquinas para o modo de economia de energia.

• Para economizar água: instale restritores de vazão nas torneiras. São fáceis de encontrar, baratos, e, segundo fabricantes, economizam até 60% da água consumida nas torneiras.

• Ainda para economizar água: substitua a válvula de descarga por uma de duplo fluxo (3 e 6 litros).

• Lixo: reduza a geração (é possível, repensando um pouco o consumo), separe em lixo orgânico e seco (só os dois já basta, as cooperativas de reciclagem farão o resto da triagem). Verifique de perto a destinação que a empresa ou o condomínio darão aos resíduos. Existem negócios, empregos e geração de renda envolvidos nessa cadeia.

• Papéis, cartões e envelopes de material reciclado: fabricantes já disponibilizam modelos a preços competitivos.

• Por falar em papel, imprimir menos, imprimir dos dois lados da folha, usar e abusar dos rascunhos…

• Cafezinho: podemos voltar ao filtro de pano, ou adotar os filtros de papel reciclado (as principais marcas já disponibilizam essa opção). Podemos também observar a procedência do café, se é orgânico ou não, se vem de muito longe ou é produzido localmente. Para escolher, atenção à embalagem.

• Ainda sobre o cafezinho: vamos usar copos de vidro e canecas, e não copos descartáveis. Existem modelos de canecas menores, e cada colaborador pode ter a sua de estimação. A redução de copos plásticos pode ser quantificada mensalmente, e comunicada em um quadro de avisos.

Essas são apenas algumas dicas entre tantas outras coisas que podemos fazer. Para dar um empurrãozinho e iniciar as mudanças, lembramos: a maioria dessas medidas não são mais sustentáveis apenas para o planeta, mas também para o bolso.

Leia esta matéria no site da Revista Amanhã.

CASA AQUA NA FEICON 2009

fonte: EULACOM

fonte: EULACOM

Durante os dias 24 a 28 de março último foi realizada a FEICON 2009 (XVII Feira Internacional da Indústria da Construção), no Parque do Anhembi em São Paulo – SP.

Entre os destaques do evento podemos citar a apresentação da Casa Aqua, um protótipo em escala real de uma residência com características sustentáveis, projeto do Arquiteto Rodrigo Mindlin Loeb. A iniciativa partiu de uma ação conjunta da Missão Econômica da França no Brasil (aproveitando as comemorações do ano da França no Brasil), do Departamento de Certificações da Fundação Vanzolini, da Inovatech Engenharia e da Reed Exhibitions.

Características Gerais – Imagem CC: www.casaaqua.com.br

Características Gerais – Imagem CC: www.casaaqua.com.br

A concepção da casa atende aos critérios do Referencial Técnico de Certificação da Construção Sustentável – Processo Aqua (Alta Qualidade Ambiental), lançado em abril de 2008 pela Fundação Vanzolini e que está baseado no sistema francês HQE (Haute Qualité Environnementale), adaptado às normas e legislação brasileiras. Esta adaptação contou com a participação de professores do Departamento de Engenharia de Construção Civil da Politécnica da USP, a partir de convênios de cooperação técnica com o instituto francês Centre Scientifique et Technique du Bâtiment (CSTB) – atualmente uma referência mundial em pesquisas na área da construção civil, além das participações da sua subsidiária Certivéa e do Cerqual, pertencente ao grupo francês Qualitel.

Segundo as palavras do Coordenador Executivo do Processo Aqua na Fundação Vanzolini, Engº Profº Manuel Martins, “…na medida em que o setor evolui, cresce, também, a preocupação com o meio ambiente e com o bem-estar das pessoas. Nossa intenção é oferecer ao segmento uma certificação que atenda às necessidades do mercado brasileiro e demonstre, de maneira inegável e inequívoca, a qualidade ambiental e de conforto e saúde da edificação”. Além da casa de 100m2 em si, os participantes também tiveram a oportunidade de conhecer na prática os sistemas que a formavam, como as soluções para captação da água da chuva, coletores solares, sistemas construtivos racionalizados, produtos e materiais recicláveis e com baixo impacto ambiental.

Imagem CC: www.casaaqua.com.br

Imagem CC: www.casaaqua.com.br

Entre as empresas patrocinadoras que apresentaram tecnologias e produtos na Casa Aqua, podemos citar  a Leroy Merlin (em vias de obter a primeira Certificação Aqua em Prédio Comercial no país, na loja em construção em Niterói-RJ) como patrocinadora Oficial do Projeto; Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD); Grupo Lafarge; Grupo Legrand; HP Pisos Elevados, Mobix e Onduline do Brasil.

Mas, para quem acredita que não bastam apenas as “soluções tecnológicas” para o atendimento e encontro com a sustentabilidade, o projeto de Rodrigo Loeb contempla soluções criativas e revela preocupações com a arquitetura bioclimática, como o uso do telhado de duas águas com o perfil invertido, fazendo uma conversão para o centro e facilitando tanto a coleta das água pluviais, como permitindo uma maior ventilação natural, que por si já contribui para uma diminuição na demanda energética da residência.

RENOVAÇÃO DO EDIFÍCIO EMPIRE STATE

Um dos marcos da Arquitetura Art-Déco do último século e expoente da “corrida aos céus” empreendida nos anos 30 em Nova York, o Empire State Building também surfará na onda verde… O arranha-céu passará por um processo de retrofit visando o aumento de sua eficiência energética. O anúncio foi feito hoje pelo prefeito Michael Bloomberg e o ex-presidente Bill Clinton, prevendo que o modelo adotado sirva de exemplo a outros prédios históricos na cidade. O grupo atualmente responsável pelo prédio, Wien and Malkin, investirão 20 milhões de dólares, dentro de um total previsto de meio bilhão de dólares, para que o prédio reduza suas emissões de carbono em 105.000 ton/ano e o consumo de energia baixe 38%. O plano global de investimentos tem o endosso da Fundação Bill Clinton, que dá nome a um programa ambiental desenvolvido em quarenta das maiores cidades do mundo.

Adequando-se ao atual cenário econômico recessivo americano, este anúncio visa atrair novos inquilinos para o prédio de 102 andares e cerca de 241.550m2. Muito maior que qualquer preocupação ambiental, certamente o que move o ambicioso plano é o aquecimento da economia local. É provável que esta inicitiva faça parte da meta estabelecida pelo atual prefeito de que a cidade atraia 50 milhões de turistas ao ano até 2012 (meta antecipada de 2015).

Empire State Building – Lightning Partner

Até sua conclusão, em 2013, todas as 6.500 janelas de suas fachadas receberão uma camada extra de isolamento contendo uma película interposta aos vidros duplos, bem como radiadores de calor. Todo o atual sistema de refrigeração em sua base será trocado por equipamentos mais eficientes, e ocorrerá o monitoramento individualizado de sala por sala das emissões de gases.

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Cenário de inúmeros filmes desde a sua inauguração, como King Kong (1933), Tarde Demais para Esquecer (An Affair to Remember – 1957) ou Kramer vs. Kramer (1979), a iniciativa visa colocar novamente o prédio no topo do mundo cosmopolita.