CURSO CONSTRUÇÕES SUSTENTÁVEIS & CERTIFICAÇÕES GREEN BUILDING

Krebs Sustentabilidade apresenta nova edição do Curso de Atualização Profissional “Construções Sustentáveis & Certificações Green Building”, dias 22 e 24 de maio de 2012. A realização pela segunda vez será em conjunto com o IAB-RS, em Porto Alegre/RS. O curso com 8 horas-aula destina-se a estudantes e profissionais da construção civil que tenham interesse neste tema, apresentando exemplos de boas práticas, estudos de caso, materiais alternativos, tecnologias passivas e demais assuntos relacionados às construções sustentáveis. Há introdução sobre a ferramenta de avaliação Green Building LEED®, bem como outras certificações e etiquetas existentes no país – AQUA, Selo AZUL e PROCEL Edifica. O curso conta com o apoio da Livraria do Arquiteto na divulgação. Informações e inscrições pelo e-mail iabrs@iabrs.org.br.

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Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs ©

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PROJETOS VENCEDORES DO AIA-CODE 2012

Foi anunciada a lista com os dez melhores projetos americanos para 2012, pelo Instituto Americano de Arquitetos e sua Comissão do Meio Ambiente (American Institute of Architects, Committee on the Environment – AIA-COTE). Os vencedores neste ano destacam-se pelos laços laços com a  comunidade local, equidade social e atenção às questões de eficiência hídrica. Segue uma breve descrição de cada um dos vencedores abaixo das respectivas imagens, com o responsável pelo projeto e o local da construção:

Foto ©: 1315 Peachtree Street por Perkins + Will

Este prédio é a adaptação (retrofit) de um prédio de escritórios de 1986 transformado em um “laboratório vivo” e ferramenta educacional com foco cívico. Destaque para a abordagem multidisciplinar do projeto, buscando a diminuição do impacto ambiental da construção (selecionar um edifício já existente), manutenção ao máximo da estrutura existente e otimização dos sistemas, tais como envelopário, HVAC, iluminação e água.

Foto ©: ASU Polytechnic Academic District por Bill Timmerman

O projeto para a Universidade Politécnica Estadual do Arizona partiu da transformação de uma base aérea desativada em um campus “peatonal”, que celebra a paisagem do deserto e cria uma nova identidade para um programa deste tipo. Ao segmentar os mais de 22.000m2 do partido em cinco prédio de alto desempenho (com certificação LEED Gold), a equipe de projeto criou um plano para quatro pátios ajardinados ligados por uma série de portais e arcadas, criando um campus coeso, voltado aos pedestres e que envolve alunos e professores na paisagem única do deserto de Mesa.

Foto ©: Chandler City Hall por SmithGroupJJR

O empreendimento é um complexo governamental desenvolvido em dois blocos. O bloco ao norte é destinado a uma torre de escritórios com cinco pavimentos, e o outro bloco – térreo e longilíneo – segue entre a Arizona Avenue e a Washington Street com uma galeria de arte, câmaras de conselhos e um estúdio de televisão. Havia dois objetivos fundamentais para o projeto: primeiro, estabelecer uma identidade para a comunidade, com um centro que gerasse orgulho para seus cidadãos; o segundo, a revitalização do centro histórico, em uma área até então desprovida de atividades e em condições precárias, de forma a promover o desenvolvimento comunitário em torno do centro da cidade.

Foto ©: Iowa Utilities Board por Assassi

Este projeto foi erguido em uma área de seis acres, recuperada de um antigo lixão, onde o poder estadual procurou demonstrar uma estratégia viável de desenvolvimento econômico que pudesse ser replicada em outros lugares. O prédio está organizado em duas asas (servindo a duas unidades estatais independentes) unidas por um elemento central de conexão e distribuição. O prédio serve como um símbolo para o gerenciamento eficiente de energia no Iowa, tendo sua performance comprovada na prática com a ótima relação custo-benefício das medidas adotadas no projeto, execução e uso.

Foto ©: Kensington High School por Barry Halkin

A Juventude Unida para a Mudança, um grupo ativista adolescente atuante foi fundamental na cobrança sobre o School District of Philadelphia (SDP) para criar esta pequena escola que incentivasse os alunos a efetivamente formarem-se, em vez de “cair no mundo” com pouca esperança no amanhã. O local escolhido oferecia muitos desafios e complexidades, seja por sua morfologia fina e comprida, ao lado de uma via de trânsito carregado e ruidoso, seja pela visão da vizinhança desta ser uma “zona desmilitarizada” (DMZ, na sigla em inglês) entre duas comunidades díspares, com tradição de abrigar mendigos, usuários de drogas e cães vira-latas… Desde o princípio, a equipe de projeto preocupou-se com que o prédio fosse o máximo possível transparente e convidativo, sem o uso de cercas, e apresentando-se como um exemplo positivo de agricultura urbana, emprego de telhados verdes e arte muralista.

Foto ©: Mercy Corps por Jeff Amram

A Mercy Corps é uma organização mundial de ajuda humanitária, trabalhando para transformar cenários de crise em oportunidades de progresso e desenvolvimento. Esta nova sede é fruto de uma restauração em um prédio histórico abandonado, com cerca de 4.000m2, mais uma nova construção com metragem semelhante. Um átrio, que funciona como uma área de encontro informal, está definido por uma escada cheia de luz que conecta os diferentes níveis do edifício. Este núcleo arejado também funciona como um “ventilador de camadas”. Assim, o desempenho eficiente do edifício e o incremento no conforto dos funcionários estão totalmente integrados.

Foto ©: Music and Science Building por Michael Mathers

A principal característica da mais nova construção no campus da Hood River Middle School é sua busca basilar de integração entre o interior notável e específico para o ensino de música e o exterior desenvolvido com os princípios da permacultura, inserindo este prédio no que poderíamos chamar de ciclo fechado de produção. Observa-se aqui o alinhamento entre o plano pedagógico e o projeto arquitetônico, oferecendo um exemplo prático de sustentabilidade sócio-ambiental, onde a construção é elemento ativo do currículo escolar.

Foto ©: Portland Community College por Stephan Miller

Portland Community College é a maior instituição de ensino superior do Oregon, servindo a residentes de cinco condados diferentes. Como parte do programa de expansão das salas de aula, estes 1.250m2 em Newberg são a primeira construção no novo campus na cidade de Willamete. Este primeiro edifício no local será o responsável por criar uma sensação acolhedora ao lugar, considerado fundamental para o sucesso do empreendimento. Destaca-se no prédio o grande telhado voltado ao sul (atuando como um grande beiral que funciona como uma praça abrigada de entrada), que está organizado em torno de uma coluna central de circulação, com três salas de aula e uma suíte administrativa no flanco norte. Salas multiuso deslocadas e rotacionadas para o sul criam um ambiente de interação para os alunos, professores e a comunidade como um todo.

Foto ©: University Classroom Building por Paul Crosby

A reserva natural com 55 hectares onde este edifício com certificação LEED  em nível Platina está localizado foi doada para a Universidade nos anos 50 para uso educacional e recreativo. O projeto fez com que o edifício tivesse o mínimo impacto ambiental em seu entorno, com alto grau de eficiência energética, mesmo no clima frio do norte de Minnesota. Além do atendimento aos critérios do LEED®, a equipes usaram o sistema alemão Passivehaus no processo de projeto, de forma que as metas estabelecidas pelo cliente fossem plenamente atendidas.

Foto ©: University of California por UC Merced

Localizado em um terreno com 815 acres, em região com o mais rápido crescimento da Califórnia, o Plano de Desenvolvimento de Longo Alcance (2009 Merced) da Universidade da Califórnia, cria um quadro urbano do século 21 para o campus da Universidade – o primeiro em quarenta anos, adotado pelos Regentes da Universidade em março de 2009. A abordagem abraça a sustentabilidade econômica, social e ambiental em todos os aspectos no atendimento ao programa de necessidades, no ambiente interno e nas operações e uso .

A base deste plano já alcançou resultados notáveis:

  • LEED Ouro mínimo para todas as estruturas;
  • Os edifícios usam a metade da energia e consomem 40% menos água do que projetos semelhantes;
  • Uma unidade de geração de energia fotovoltaica produz 20% do total anual e 60% das necessidades de eletricidade nos momentos de pico;
  • O incremento nas inscrições foram da ordem de  525% nos primeiros cinco anos de operação.

Em 2020, quando o registro chegar a 10.000 estudantes, o UC Merced será o primeiro campus com zero desperdício de energia e com zero emissões de gases de efeito estufa nos Estados Unidos. No final de sua implementação, o campus vai abrigar 25.000 alunos, com de 50% de seu corpo discente utilizando carona, um campus peatonal cercado por 30.000 hectares de preservação permanente.

III EDIÇÃO DO CURSO DE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL CS&CGB

Krebs Sustentabilidade apresenta a 3ª edição do Curso de Atualização Profissional “Construções Sustentáveis & Certificações Green Building”, dias 8 e 9 de setembro de 2010. A realização novamente será em conjunto com o SENGE-RS, em Porto Alegre/RS. O curso com 8 horas-aula destina-se a estudantes e profissionais da construção civil que tenham interesse neste tema, apresentando exemplos de boas práticas, estudos de caso, materiais alternativos, tecnologias passivas e demais assuntos relacionados às construções sustentáveis, bem como introduzindo a ferramenta de avaliação Green Building LEED®. O curso conta com o apoio da Livraria do Arquiteto na divulgação. Informações e inscrições pelo e-mail sengeoffice@senge.org.br.

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Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs©

Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs©

LANÇAMENTO DO LEED – NEIGHBORHOOD DEVELOPMENT

Dia 29 de abril, foi lançado oficialmente pelo United States Green Building Council (USGBC) o sistema de pontuação  LEED for Neighborhood Development (LEED-ND), algo como LEED para o Desenvolvimento de Vizinhança, em uma tradução livre que remonta a ideia de Unidade de Vizinhança de Lúcio Costa no Plano-Piloto de Brasília.

Este sistema é o resultado dos esforços conjuntos do USGBC, do Natural Resources Defense Council (NRDC) e do Congress for the New Urbanism, incorporando os seguintes conceitos e princípios:

  • Construção de  green buildings;
  • Smart Growht, ou Crescimento “Esperto”– teoria de planejamento urbano que sustenta o crescimento concentrado em regiões centrais das cidades em contraposição do “espalhamento” urbano, evitando os caros “vazios” com infra-estrutura vinculados à especulação imobiliária e protegendo o meio ambiente e seus recursos naturais;
  • Novo Urbanismo – movimento de design urbano que promove as vizinhanças caminháveis em um arranjo que permite que habitação e trabalho estejam próximos, fortemente influenciado pelos conceitos pregados antes do início da era dos automóveis e orientados com os atuais Tradicional Neighborhood Design (TND) e Transit-Oriented Development (TOD).

Desde o lançamento do Programa-Piloto em 2007, 240 projetos participaram, gerando um ótimo feedback que permitiu que a versão final fosse votada e montada com a ingerência destes projetos reais e dos stakeholders ainda no final de 2009.

fonte: USGBC

Fonte: USGBC

Para que seja possível uma melhor compreensão, apresento um destes projetos participantes do programa-piloto: o Symphony Park™, em Las Vegas – Nevada, EUA. Segundo os incorporadores, é o resultado de uma harmoniosa combinação de diversos empreendimentos ancorados por dois projetos-chave: The Smith Center for the Performing Arts (Projeto de David M. Schwarz) e a renovação da Cleveland Clinic Lou Ruvo Center for Brain Health (Projeto de Frank Ghery), este último com abertura e funcionamento previstos já para a primavera de 2010 nos Estados Unidos.

Foto por Union Park®

Imagem: visão geral do conjunto, por Union Park®

Foto: Frank Gehry em frente ao seu mais novo prédio, por AP Photo/Isaac Brekken

Foto: Frank Gehry em frente ao seu mais novo prédio, por AP Photo/Isaac Brekken

UM OÁSIS NUMA ILHA – THE VISIONAIRE

Pontuação no LEED®, fonte Green Source Magazine ©

Pontuação no LEED®, dados da Green Source Magazine ©

Um prédio de apartamentos com trinta e cinco andares em Manhattan não é o que se poderia chamar de “lugar-comum” quando se pensa em uma arquitetura sustentável, não? Mas o projeto do famoso escritório Pelli Clarke Pelli Architects foge do óbvio e comprova uma nova e rentável forma de construção em um local pouco provável, sendo o primeiro prédio residencial americano a atingir a pontuação Platina no LEED®.

O The Visionaire está localizado em Battery Park City – uma parcela de mais de 370.000m2 na esquina sudeste da ilha, criada a partir de sucessivos aterros entre 1972 e 1976 junto ao Rio Hudson. Em 1979 foi decretado um Plano Geral de Ocupação, que determinava uma combinação entre espaços comerciais e residenciais que privilegiassem a existência do parque. O principal conjunto deste distrito até então eram as quatro torres de escritórios do World Financial Center, de 1988, do mesmo Arquiteto Cesar Pelli.

No final da década de 90, o BPCA (Battery Park City Authority), aproveitando um curto período de calma no ritmo frenético das construções no local, estabeleceu uma série de orientações visando a promoção da sustentabilidade nas novas construções. Seguindo estas orientações, a firma de Pelli projetou três novas torres residenciais, resultando no Solaire (2003), no Verdesian (2006), e agora no Visionaire. Estas orientações dividem-se em cinco partes:

The Visionaire, por Pelli Clarke Pelli ©

The Visionaire, por Pelli Clarke Pelli ©

  • Eficiência energética;
  • Melhoria da qualidade ambiental interna;
  • Conservação de materiais e recursos;
  • Educação, operações e manutenções;
  • Conservação de água e gerenciamento local.

Segundo Susan Kaplan, Diretora de Sustentabilidade do BPCA, as orientações acima listadas “estão fundamentadas em metas realísticas capazes de integrar o processo construtivo, e não baseadas em desejos utópicos”.

No primeiro olhar ao prédio destaca-se o seu revestimento em pele de vidro, combinando vidros de baixa emissividade (low-e) com um “rainscreen” (método construtivo no qual as paredes tem o revestimento separado da membrana por um colchão de ar com pressão equalizada – prevenindo-se que a chuva possa “forçá-lo”, e que permite um alto desempenho térmico e um menor uso de equipamento de aquecimento ou refrigeração, além de uma resistência muito maior aos ventos) na cor terracota. A conservação da água fez parte dos esforços sustentáveis do projeto, utilizando para isso equipamentos que reduzem o consumo de água potável e sistemas de tratamento para toda as águas cinzas do prédio. O uso de telhados verdes está presente em 70% das superfícies de cobertura do prédio, contribuindo para a captação de águas pluviais utilizadas para irrigação e limpeza. Completando, há micro-turbinas movidas à gás natural na estrutura das coberturas para produção de água quente.

O prédio economiza cerca de 42% de energia em comparação com a média de consumo de prédios similares, resultado da utilizacão de sistemas eficientes e de um ótimo “envelope”, que mereceu exaustivos cuidados, detalhamentos e testes em relação ao seu material de isolamento. Claro que os investidores utilizaram-se de medidas “marketeiras”, como o emprego de painéis fotovoltáicos azuis (menos eficientes que seus semelhantes pretos) e o uso de revestimento de bambu nas portas e o emprego de mobiliário “sustentável” nas áreas de uso comum. Alternativas que auxiliam muito mais na propagação de um ideal do que  na prática da sustentabilidade.

O prédio construído + Prêmio + Detalhe da Fachada + Interiores, por Pelli Clarke Pelli ©

O prédio construído + Prêmio + Detalhe da Fachada + Interiores, por Pelli Clarke Pelli ©

Ainda assim, este é o grande lance do empreendimento (voltado a poucos – é claro): um discurso que emprega como apelo de venda o faça-você-também, que dizia que “cada morador é responsável por efetivamente atingirmos as metas de eficiência deste prédio”. Uma abordagem um pouco diferente do que se vê aqui no Brasil, onde os empreendedores vendem ao habitáculo (moradia/trabalho) como uma solução fechada. O cliente é apenas um usuário passivo, que no máximo reproduz um discurso sobre os principais itens verdes que ele comprou…

SUPERMERCADO ECOLÓGICO

 

Vista geral externa da loja. Imagem Grupo Pão de Açúcar.
Vista geral externa da loja. Imagem Grupo Pão de Açúcar.

No ano que  comemora 60 anos de fundação, foi inaugurado o primeiro supermercado verde do Brasil, em Indaiatuba – SP, como loja-piloto do Grupo Pão de Açúcar integrando conceitos de green buildings como forma de testar novos parâmetros de construção e eficiência de uso aos pontos de venda da rede.

O supermercado alinha-se com o conceito de sustentabilidade utilizando-se da metodologia LEED® para o empreendimento. A loja-piloto recém inaugurada conta com carrinhos e cestinhos de plástico PET reciclado, embalagem de isopor biodegradável (para verduras e legumes) feitas com fécula de mandioca, além de sistemas inteligentes de consumo de energia elétrica e de água.

Destaque para a preocupação da empresa em preparar os funcionários não só para as suas atividades dentro da loja, mas também para orientar e informar os clientes sobre atitudes de consumo consciente. Com alternativas simples e cotidianas e que permeiam toda a cadeia de produção e consumo, a nova loja proporcionará aos clientes uma experiência de compra diferenciada em relação à concorrência. “Informação, instalações, operação, produtos e completos processos de reciclagem e aproveitamento de resíduos, são algumas das ferramentas escolhidas para envolvermos fornecedores e consumidores acerca de conceitos e práticas de consumo sustentável”, declara José Roberto Tambasco, vice-presidente comercial e de operações do Grupo Pão de Açúcar.

 

Carrinhos de compras feitos de garrafas PET recicladas. Imagem Grupo Pão de Açúcar.

Carrinhos de compras feitos de garrafas PET recicladas. Imagem Grupo Pão de Açúcar.

Quem comprar pode descartar na boca do caixa… Imagem Grupo Pão de Açúcar.

Quem comprar pode descartar na boca do caixa… Imagem Grupo Pão de Açúcar.