III EDIÇÃO DO CURSO DE ATUALIZAÇÃO PROFISSIONAL CS&CGB

Krebs Sustentabilidade apresenta a 3ª edição do Curso de Atualização Profissional “Construções Sustentáveis & Certificações Green Building”, dias 8 e 9 de setembro de 2010. A realização novamente será em conjunto com o SENGE-RS, em Porto Alegre/RS. O curso com 8 horas-aula destina-se a estudantes e profissionais da construção civil que tenham interesse neste tema, apresentando exemplos de boas práticas, estudos de caso, materiais alternativos, tecnologias passivas e demais assuntos relacionados às construções sustentáveis, bem como introduzindo a ferramenta de avaliação Green Building LEED®. O curso conta com o apoio da Livraria do Arquiteto na divulgação. Informações e inscrições pelo e-mail sengeoffice@senge.org.br.

Clique na imagem para saber a programação completa.

Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs©

Newsletter por Ivan Marveira & Carlos Krebs©

WATER CHAMPION CITIES WORKSHOP

© World City Water Forum

Banner © World City Water Forum

Patrocinando a inovação e a sustentabilidade

Este workshop faz parte da intensa programação do World City Water Forum – The Innovation and Harmony of Water and Cities, em Incheon, na Coréia do Sul, evento que espera contar com mais de cinco mil participantes de cerca de 50 países. O encontro quer reunir atuais e outras potenciais Cidades Campeãs em Água (Water Champion Cities) para recolher dados e discutir as realizações obtidas até agora, bem como apoiar iniciativas e sugerir novas abordagens e inovações ao longo dos próximos dois anos.

Como resultado do encontro, as cidades irão definir os planos de trabalho e ações futuras para fortalecer as autoridades locais nos países em desenvolvimento e atingir uma maior divulgação do Consenso de Istambul para a Água, com o sexto Fórum Mundial da Água sendo o evento-alvo limite para a apresentação dos resultados.

Este encontro será realizado durante dois dias (12 e 13 de agosto de 2010), com três sessões. O primeiro dia será composto por duas sessões de apresentação dos projetos em andamento e exibição de estudos de caso em países em desenvolvimento, onde o WCC compartilhará sua experiência e conhecimento em soluções sobre o tema “água”. Isto levará a um espaço onde as cidades possam trabalhar em grupos para melhor compreensão e discussão de problemas e soluções.

Os tópicos estarão focados em:
- Redução de Risco
- Qualidade de Vida
- Governança

A sessão final será destinada a uma discussão sobre a construção de parcerias e  ao estabelecimento de um acordo do plano de ação futura.

O FIM DO USO DE MADEIRA ILEGAL NA EUROPA

Imagem CC: Árvore Mogno de Paragominas – PA por Mauro Guanandi

Imagem CC: Árvore Mogno de Paragominas – PA por Mauro Guanandi

Um passo decisivo para o fim do comércio ilegal (contrabando) da madeira amazônica para a Europa foi dado: uma nova lei impede os vinte e sete países formadores da União Européia de comprar madeira sem comprovação de origem. Este novo marco legal promete fechar as fronteiras destes países à madeira ilegal.

Um exemplo desta boa intenção é a empresa belga Somex. No passado foi acusada de comércio de madeira ilegal, mas atualmente a empresa seleciona cuidadosamente seus fornecedores. Armand Stockmans, diretor e presidente da Federação Européia de Comércio de Madeira, defende a lei e segundo o próprio “…esta legislação era algo que já esperávamos há muito tempo. Somos importadores de madeira e pedíamos há muito uma regulamentação que evitasse a entrada de madeira ilegal no mercado, porque este tipo de madeira implica também uma concorrência desleal”.

Segundo as estimativas, cerca de 40% do comércio mundial de madeira é de origem ilegal e a Europa é o segundo maior mercado do Mundo. Calcula-se que 47% da madeira consumida na Europa seja proveniente da Floresta Amazônica. Dados apresentados pelo IBAMA demonstram que dos 40 milhões de metros cúbicos de madeira produzidos no Brasil anualmente, 63% tem origem em desmatamentos clandestinos.

Além dos danos ambientais, o tráfico da madeira custa, em termos fiscais, um prejuízo de cerca de dez mil milhões de euros anuais aos países “roubados”. Um caso clássico é o do Mogno (Swietenia macrophylla), retratado em dos episódios do programa Um Pé de Quê? do Canal Futura: nele, a apresentadora Regina Casé mostra que o valor pago a um lenhador por uma árvore de Mogno (cujo abate e comercialização estão proibidos no Brasil, por risco de extinção) equivale ao valor de uma tampa de vaso sanitário “padrão mogno”, algo como R$50,00. A mesma árvore, levada para a Grá-Bretanha, beneficiada e transformada em oito mesas de jantar, passa a valer quase 350.000% mais… Algo absurdo, não?

A nova legislação foi aprovada pelo Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, com 644 votos a favor, 25 contra e 16 abstenções. Desde a Cúpula da Terra, realizada em 2002, em Joanesburgo, na África do Sul, os líderes europeus estudavam a interdição do comércio de madeira ilegal no continente. A lei prevê sanções, multas, apreensão de mercadorias e cessação de atividades para as empresas faltosas, mas a organização WWF considera que ela ainda não é perfeita. Anke Schulmeister explica: “Outro grande problema é que as sanções e as multas não serão fixadas de forma integral ao nível europeu. Caberá a cada Estado membro decidir suas punições. Esperamos e desejamos sinceramente que os Estados membros avancem com medidas enérgicas contra as pessoas detectadas utilizando-se de madeira ilegal”.

A lei precisa ser homologada pelo Conselho Europeu, com previsão para 0 outono, seguindo posteriormente para cada um dos Estados membros para que façam suas próprias regulamentações. A entrada em vigor está prevista para 2012, embora os ambientalistas considerem que já é tarde.

Fontes: EuroNews e Nosso Mundo Sustentável.

G. H. RESIDENCE – UMA CASA NO MEIO DO TEXAS

Tecnicamente falando (ou escrevendo sobre…), a residência Gibbs Hollow não é tanto uma casa, ou um objeto arquitetônico convencional, mas insinua-se mais como uma “representação habitável” das grandes extensões calcárias e dos aquíferos existentes neste sítio, localizado na porção central do estado do Texas (EUA).thomas-bercy-calvin-chen

Concebido pelo escritório americano Bercy Chen Studio LP, este projeto ainda está em execução, mas já apresenta de forma clara características de sustentabilidade extremamente interessantes, principalmente no que diz respeito ao aproveitamento energético das condições naturais propiciadas pelo local.

Imagem CC "Vernal Pool" por Alex Thomson e Imagem © G.H. Residence por Bercy Chen Studio LP

Imagem CC "Vernal Pool" por Alex Thomson e Imagem © G.H. Residence por Bercy Chen Studio LP

Inicialmente, destaca-se o telhado – estruturado de forma a criar uma bacia natural para captar a água da chuva, não muito diferente do que ocorre com as piscinas naturais encontradas no afloramento de Enchanted Rock (conforme imagem de referência acima). Estas bacias aproveitam os veios e fluxos naturais, contribuindo para a implementação e utilização de painéis fotovoltaicos e aquecedores solares para água quente. Desta forma, a água, eletricidade e calor que são colhidas pelo telhado em um sistema extensivo de condicionamento climático  utiliza bombas de água, fonte de calor radiante e circuitos fechados para cumprir tanto com o requisitos de aquecimento quanto com os de  refrigeração para a residência. O projeto de conforto térmico é interligado à terra por meio de loops, bem como emprega piscinas e cisternas de água, estabelecendo assim um sistema de troca de calor que minimiza o consumo da eletricidade ou de gás.

Imagem © dos Sistemas de Refrigeração e Aquecimento por Bercy Chen Studio LP

Imagem © dos Sistemas de Refrigeração e Aquecimento por Bercy Chen Studio LP

Em termos conceituais, o projeto da residência conforma-se com a inserção de duas longas paredes de pedra calcária nativas do local. Assim, é obtida uma imagem de cunha, cujas paredes servem como limites e demarcam o espaço doméstico em relação à natureza circundante. Estas paredes permitem ambientes interiores com foco visual direcionado para a exuberante vegetação tropical a ser utilizada. O programa desta residência divide-se em duas alas (ao longo das paredes de pedra), uma de caráter social e outra privada. O estabelecimento  de um suave deslocamento entre as duas asas principais geram um pátio exterior que servirá como um espaço de convivência a ser utilizado em grande parte do ano. A localização das paredes de contorno e todos os elementos estruturais da construção respeitaram a presença e preservação de três carvalhos adultos e nativos.

Imagem © do projeto, por Bercy Chen Studio LP

Imagem © do projeto, por Bercy Chen Studio LP

Imagem © da execução, por Bercy Chen Studio LP

Imagem © da execução, por Bercy Chen Studio LP

COWPARADE PORTO ALEGRE 2010

Letra de Zé Ramalho + (Logomarca e Cartaz do Evento), Agência DCS

Letra de Zé Ramalho + (Logomarca e Cartaz do Evento), Agência DCS

Encerraram-se hoje as inscrições para a CowParade Porto Alegre 2010. A capital gaúcha participa pela primeira vez deste evento internacional de exposição de arte que, desde 1999, já esteve em 55 cidades diferentes, como Nova Iorque, Londres e Tóquio.

Não se preocupem com a Síndrome da Vaca Louca. Apenas, para os mais tradicionalistas, acustumados a ver “Mimosas” e “Branquinhas” recebendo prêmios na EXPOINTER a cada ano, talvez encontrá-las em alguma esquina cause espanto… O único temor dos organizadores  está no hábito gaudério de ver estes animais, quando muito, espetados dentro de uma churrasqueira. Atos de vandalismo carnívoro não estão afastados por aqui!

Mas o que um evento destes tem a ver com sustentabilidade? Talvez o fato de que todas as obras de arte sejam feitas sobre uma base que é uma vaca em fibra de vidro já bastasse, pois não há liberação de metano e não se está contribuindo para agravar o “efeito estufa”… Mas o que importa mesmo é o processo democrático de exposição pública, onde os artistas são escolhidos localmente e podem fazer o que lhes der na telha, ou melhor, na vaca. Com isto, estima-se que mais de 150 milhões ao redor do mundo já tenham visto pessoalmente pelo menos um dos animais expostos, que ficam espalhados em pontos atrativos e corriqueiros de cada uma das cidades. Afora a sustentabilidade cultural expressa, estes eventos arrecadam fundos por meio de leilões para entidades beneficientes escolhidas previamente. A CowParade de Porto Alegre atenderá projetos escolhidos pelo Instituto Vonpar, responsável por  unir esforços para inclusão econômica e geração de renda para comunidades em situações de exclusão e risco social.

De acordo com o regulamento, uma coisa é certa: a vaca tricolor e a colorada (não necessariamente nesta ordem) – sínteses de nossas dualidades ideológica, política e filosófica – não serão vistas ruminando a rivalidade Gre-Nal, afinal não é permitida alusão a entidades futebolísticas. A Krebs Sustentabilidade não podia deixar passar esta em branco. Inscrevemos nosso “bichinho”, a Re-COW-ciclável. Resta agora ficar na torcida para estar entre as 80 selecionadas para a exibição.

Re-COW-ciclável, por Carlos + Lisandra Krebs

Re-COW-ciclável, por Carlos + Lisandra Krebs

III CONGRESSO NACIONAL DE RESPONSABILIDADE SOCIOAMBIENTAL

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Entre 21 e 22 de maio, a ABTD/PR (Associação Brasileira de Treinamento e Desenvolvimento do Paraná) promoverá o III Congresso Brasileiro de Responsabilidade Socio Ambiental, no Parque de Exposições Governador Ney Braga, em Londrina.

Com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de projetos e atividades empresariais com foco na Sustentabilidade, e acreditando que esta permeia organizações, instituições e indivíduos, o evento deste ano tem como tema central a Educação. Entre os palestrantes, estarão a psicóloga e antropóloga Dra Susan Andrews (EUA) – responsável pela Aula Magna, o empresário co-fundador e conselheiro da Fundação Brasileira do Desenvolvimento Sustentável (FBDS) e líder do BAWB – Global Fórum na América Latina (GFAL), sr Rodrigo Costa da Rocha Loures e o Presidente da Fundação ABRINQ, sr Synésio Batista da Costa. Todos abordarão a interligação entre os assuntos: educação, responsabilidade social e meio ambiente.

Maiores informações e inscrições pelo e-mail cnrs@fbeventos.com ou pelo fone (43)3025-5223.

Imagem CC: Londrina à Noite, por Amanda More

Imagem CC: Londrina à Noite, por Amanda More

LANÇAMENTO DO LEED – NEIGHBORHOOD DEVELOPMENT

Dia 29 de abril, foi lançado oficialmente pelo United States Green Building Council (USGBC) o sistema de pontuação  LEED for Neighborhood Development (LEED-ND), algo como LEED para o Desenvolvimento de Vizinhança, em uma tradução livre que remonta a ideia de Unidade de Vizinhança de Lúcio Costa no Plano-Piloto de Brasília.

Este sistema é o resultado dos esforços conjuntos do USGBC, do Natural Resources Defense Council (NRDC) e do Congress for the New Urbanism, incorporando os seguintes conceitos e princípios:

  • Construção de  green buildings;
  • Smart Growht, ou Crescimento “Esperto”– teoria de planejamento urbano que sustenta o crescimento concentrado em regiões centrais das cidades em contraposição do “espalhamento” urbano, evitando os caros “vazios” com infra-estrutura vinculados à especulação imobiliária e protegendo o meio ambiente e seus recursos naturais;
  • Novo Urbanismo – movimento de design urbano que promove as vizinhanças caminháveis em um arranjo que permite que habitação e trabalho estejam próximos, fortemente influenciado pelos conceitos pregados antes do início da era dos automóveis e orientados com os atuais Tradicional Neighborhood Design (TND) e Transit-Oriented Development (TOD).

Desde o lançamento do Programa-Piloto em 2007, 240 projetos participaram, gerando um ótimo feedback que permitiu que a versão final fosse votada e montada com a ingerência destes projetos reais e dos stakeholders ainda no final de 2009.

fonte: USGBC

Fonte: USGBC

Para que seja possível uma melhor compreensão, apresento um destes projetos participantes do programa-piloto: o Symphony Park™, em Las Vegas – Nevada, EUA. Segundo os incorporadores, é o resultado de uma harmoniosa combinação de diversos empreendimentos ancorados por dois projetos-chave: The Smith Center for the Performing Arts (Projeto de David M. Schwarz) e a renovação da Cleveland Clinic Lou Ruvo Center for Brain Health (Projeto de Frank Ghery), este último com abertura e funcionamento previstos já para a primavera de 2010 nos Estados Unidos.

Foto por Union Park®

Imagem: visão geral do conjunto, por Union Park®

Foto: Frank Gehry em frente ao seu mais novo prédio, por AP Photo/Isaac Brekken

Foto: Frank Gehry em frente ao seu mais novo prédio, por AP Photo/Isaac Brekken

GREENWASHING ENGARRAFADO (?)

Fonte: Blog Green Chemicals snapshots

Fonte: Blog Green Chemicals snapshots

Antes de mais nada declaro: não vivo sem minha Coca-Cola (a versão clássica – que fique bem claro). Isto que meu pai trabalhou na fábrica da Pepsi em Porto Alegre nos anos 60 do último século e, quando criança, durante os almoços de domingo eu compartilhava prazerosamente uma garrafa de 290ml com minha mãe.

Mas afirmo aqui meu protesto com  o material divulgado esta semana pela empresa, vangloriando-se de lançar de forma pioneira no mercado da América Latina a PlantBottle, ou seja, a primeira garrafa PET feita parcialmente com material de origem vegetal (etanol), ao invés do insumo derivado do petróleo tradicionalmente empregado.

Veja um esquema simplificado comparando o PET standard com o PlantBottle:

Fonte: Carlos Krebs em esquema traduzido do website da empresa

Fonte: Carlos Krebs em esquema traduzido do website da empresa

Segundo dados da empresa, a “revolucionária” embalagem traz consigo várias vantagens ambientais:

  • 30% de origem vegetal na composição do produto;
  • A cana-de-açúcar utilizada vem de produtores auditados que utilizam essencialmente irrigação natural e colheita mecânica;
  • Redução das emissões de CO2 em 25% em sua produção;
  • Material 100% reciclável.

Vivemos em mundo plástico e pouco elástico, sem dúvida… O poder de convencimento do marketing chega a assustar. Como posso entender que esta garrafa é ecológica ou ambientalmente correta se, para comprar o líquido que ela acondiciona, eu vou até a gôndola do supermercado e o movimento de pegar o produto e colocá-lo no carrinho traz consigo uma quilometragem absurda de mais de 80.000km?

Sim, porque a linda embalagem PET, que usa o etanol nacional, é fabricada na China… Ou seja, exportamos a matéria-prima e importamos o bem manufaturado. Desta forma, ou melhor, neste processo, como a empresa quer atingir a meta de redução de  mais de cinco mil barris de petróleo em 2010 com o uso deste produto? Sem contar que ele chega de forma centralizada no país e é distribuído via rodoviária para os centros onde será envazado. Que se saiba, os navios e caminhões tradicionalmente funcionam com óleo combustível e diesel e, até que se mude radicalmente a matriz energética, eles continuarão derivados do petróleo…

A empresa deveria, junto com os mais de dois anos de pesquisa para o desenvolvimento do produto, ter planejado uma forma de fomentar e equipar um produtor nacional desta embalagem, afinal de contas, pensar em transferência de know-how para o desenvolvimento econômico local também tem tudo a ver com sustentabilidade, ou não?

RODANDO COM SUSTENTABILIDADE

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Imagem CC – Rapseed field in England por John Picken

Está em vigor, desde a publicação no Diário Oficial da União (D.O.U) do dia 19 de março último,  a Instrução Normativa nº 01 do Ibama, com a finalidade de instituir os procedimentos necessários ao cumprimento da Resolução CONAMA 416/2009, sobre a coleta e destinação final de pneus inservíveis. Com isto, os fabricantes e importadores de pneus terão que dar destinação aos pneus sem utilidade a partir do próximo dia 31, segundo informações do Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (IBAMA).

A partir do dia 31, as empresas importadoras e fabricantes de pneus novos com peso unitário superior a dois quilos terão 30 dias para comprovar, por meio de relatórios específicos no site do Ibama, a destinação adequada de pneus inservíveis. Os relatórios deverão ser preenchidos trimestralmente. Esta medida e avança em relação à Resolução CONAMA 258/1999 (Metas para Coleta e Reciclagem de Pneus) que, desde que entrou em vigência até sua revogação, ampliou de 10 para 58% o percentual de pneus reciclados no país.

De acordo com a Instrução Normativa, os casos de importação, como por exemplo, admissão temporária, reimportação, retorno de mercadorias e exportação temporária, são dispensados da obrigatoriedade. Importações realizadas por pessoa física onde o total importado seja igual ou inferior a quatro unidades por ano de pneus novos, e o peso de cada pneu não ultrapasse 40 quilos, também são dispensados da regulamentação.

A meta estabelecida com a Instrução Normativa é que para cada pneu novo comercializado no país ocorra a correta disposição final de um pneu inservível. O objetivo da medida é dar uma destinação adequada aos pneus inservíveis e evitar que eles sejam jogados em rios e lagos, provocando assoreamento, ou que, abandonados, sirvam de abrigo para vetores de doenças, como a dengue. Somente no ano de 2009 foram fabricados 53,8 milhões e importados 21,8 milhões de pneus novos.