COBERTURAS VIVAS EXTENSIVAS

Neste início de outubro a ANTAC – Associação Nacional de Tecnologia do Ambiente Construído, promoveu seu encontro nacional com o tema central Avanços científicos e impactos da pesquisa em tecnologia do ambiente construído: como avaliar?”. Durante três dias estiveram reunidos na Serra Gaúcha pesquisadores e técnicos de diversas instituições – tais como universidades, órgãos públicos e empresas privadas, que abordaram as seguintes questões:

  • Conforto ambiental e eficiência energética;2_antac_0
  • Desempenho e avaliação pós-ocupação das edificações;
  • Gestão e economia da construção;
  • Inovação tecnológica e modernização industrial;
  • Engenharia urbana e política habitacional;
  • Patologia e durabilidade das construções;
  • Qualidade do projeto;
  • Reaproveitamento de resíduos na construção;
  • Tecnologia dos materiais de construção;
  • Tecnologia de sistemas e processos construtivos;
  • Tecnologia de sistemas prediais;
  • Tecnologia da informação e comunicação;
  • Sustentabilidade.

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Lisandra F. Krebs (1); Miguel A. Sattler (2)

(1) Arq. e Urb., MEng. – Empresa Krebs Sustentabilidade – Porto Alegre, Brasil; (2) Eng. Civil, PhD – Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil – Núcleo Orientado para a Inovação da Edificação – Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Brasil.

RESUMO DO ARTIGO APRESENTADO

A utilização de coberturas vivas extensivas pode trazer vantagens, tanto em nível urbanístico, quanto para o conforto térmico de seus usuários imediatos. Apesar do crescente interesse de profissionais e usuários pelo assunto, o Brasil não possui tradição nesta técnica construtiva. As coberturas vivas extensivas têm sido pouco contempladas nas publicações nacionais e, quando o são, dificilmente demonstram experiências práticas ou evidenciam recomendações projetuais em diferentes situações. As experiências práticas possibilitam comparar as técnicas empregadas localmente com aquelas referidas na literatura, e trazem dados sobre o que fazer e o que evitar fazer no emprego deste tipo de solução. O presente trabalho tem como objetivo analisar as experiências de utilização de coberturas vivas extensivas na região selecionada, identificando suas características projetuais, a maneira como foram executadas, a necessidade de manutenção e apontando os principais erros a serem evitados. A pesquisa levantou um conjunto de dez obras utilizando coberturas vivas extensivas, na cidade de Porto Alegre e na Serra gaúcha, a partir da década de 70. Durante a investigação foi realizado um levantamento de materiais técnicos (projetos e seus detalhamentos construtivos), e visitas para sua avaliação in loco, além de entrevistas com projetistas, e usuários. A aplicação desta técnica na região estudada mostrou-se viável e os resultados apontam para a necessidade de maior atenção, por parte dos projetistas, sobretudo na execução destas coberturas. Ainda, evidenciou-se a falta de elementos construtivos pré-fabricados em indústria, assim como a necessidade de mais pesquisas sobre o tema. A presente pesquisa possibilita traçar um comparativo entre a bibliografia existente sobre o tema (prioritariamente internacional) e a realidade que os profissionais enfrentam localmente. Ainda, busca contribuir para a formação de um banco de dados sobre a utilização de coberturas vivas no Brasil.

Se desejar ler a íntegra do artigo, solicite o envio por e-mail para lisandra@krebssustentabilidade.com.br