CURITIBA NO GREEN MAP

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O marketing urbano de Curitiba continua funcionando maravilhosamente…

A cidade fará parte de um sistema on-line chamado Green Map®, que promove a participação inclusiva no desenvolvimwnto comunitário sustentável em todo o mundo, e faz uso do mapeamento como forma de divulgação. Daí a frase: “Pense glogal, mapeie local!” A intenção deste projeto é ajudar a cidade na promoção de sua riqueza natural.

O “Mapa Verde” faz uso de uma tecnologia já utilizada pelo Google Map, apresentando ícones da sustentabilidade reconhecidos internacionalmente através da inserção do conhecimento local: qualquer pessoa pode ser um agente de introdução e difusão destas informações. Esta é uma das atividades abertas à comunidade na I Jornada de Gestão de Informação, que está acontecendo desde o dia 25 de julho, estendendo-se até o dia 2 de agosto, no Espaço de Exposição do Museu Botânico Municipal em Curitiba. Este evento contempla as festividades pelos dez anos do curso de graduação em Gestão da Informação da UFPR.

O grande lance do projeto é o caráter aberto com que se apresenta. Qualquer pessoa é relevante no processo e, segundo a Professora Dra Maria do Carmo Duarte Freitas, “Com a adesão de Curitiba ao Green Map, conseguiremos unir, em uma única ação, uma grande diversidade de informações, uma causa nobre e a tecnologia da informação. Tudo isso em um sistema universal de comunicação de características que tornam Curitiba um marco global em sustentabilidade”.

Criado por uma ONG americana em 1995, o “Mapa Verde” existe em 550 cidades de 55 países, comprometendo-se com o engajamento das comunidades e pessoas na construção de um futuro sustentável. Estes mapas abertos e em constante construção mostram o compartilhamento de diversas percepções de um mesmo lugar, com apontamentos sobre os mais diversos tópicos: economia verde, tecnologia, design, riscos, terra e água, flora e fauna, características culturais, informações, serviços, etc…

Quer saber um pouco mais como isto está acontecendo? Dê uma olhada no link http://www.greenmap.org/greenhouse/en/news/press

CONSTRUÇÃO CIDADÃ

 

Elias Eberhardt

Vila Cachorro Sentado, Av Ipiranga – Porto Alegre/RS • foto Elias Eberhardt

Elias Eberhardt

Vila dos Papeleiros, Av Castelo Branco – Porto Alegre/RS • foto Elias Eberhardt

Segue em anexo matéria com divulgação e reflexão sobre a Lei 11.888/2008 – chamada de Lei de Engenharia Pública, publicada em Conselho em Revista, ed 55, CREA-RS.

Salvo algum juízo de razão quanto a motivação legislativa, será que esta lei não deveria chamar-se “Lei da Construção Cidadã”? “Construção” porque o termo abrange todas as atividades relacionadas ao seu texto, e “Cidadã” porque é isto que está por trás desta questão levantada ainda na última reforma constitucional de 1988. O que acham?

Construção Cidadã – reportagem de Carla Damasceno, Jornalista

Na véspera do Natal de 2008, a parcela da população que enfrentava a triste realidade do déficit habitacional no Brasil – o qual atinge cerca de 8 milhões de moradias, de acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – foi privilegiada com a Lei 11.888, que garante assistência técnica gratuita para a construção de casas populares de até 60m2 – em áreas declaradas de interesse social. Por ter sido sancionado no dia 24 de dezembro, período de celebrações e troca de presentes, o instituto, que vai assegurar o direito das famílias de baixa renda à assistência profissional pública e gratuita para o desenvolvimento do projeto e execução de suas habitações, poderia ser facilmente confundido com uma bonificação. A função social da novidade, porém, possui um significado muito mais abrangente, atrelado ao direito à moradia – previsto na Constituição Brasileira.

A população desprovida de recursos financeiros terá, assim, um serviço público voltado à habitação, a exemplo do que já ocorre na área médica, com o Sistema Único de Saúde (que, embora longe da perfeição, cumpre papel essencial), ou no Direito, com a Assistência Judiciária Gratuita. Mas enquanto a saúde e a justiça são espacialmente invisíveis, a habitação caracteriza-se por ser tangível e um dos fatores essenciais à qualidade de vida das pessoas. Nestas construções cidadãs, voltadas às famílias com ganho mensal de até três salários mínimos, serão assegurados os serviços de luz, água e saneamento básico. O item primeiro, do 2º parágrafo da Lei 11.888, estabelece que o direito à assistência técnica abrange todos os trabalhos de projeto, acompanhamento e execução da obra a cargo dos profissionais das áreas de Arquitetura, Urbanismo e Engenharia, necessários à edificação, reforma, ampliação ou regularização fundiária dos domicílios.

Em aglomerados habitacionais precários e irregulares, a exemplo das favelas, onde impera a falta de orientação nas construções, nos quesitos estético, estrutural, elétrico e hidráulico, a Lei 11.888 será sentida na prática. “Um dos grandes problemas que temos nas periferias das cidades é a construção irregular, fora do planejamento e de todos os parâmetros técnicos estabelecidos pelos Planos Diretores e Código de Obras. Mais do que isso, ocupando áreas de risco e inundáveis. Será garantido o acesso a um profissional para executar o projeto obedecendo a padrões técnicos, em locais seguros. Claro que por si só, a lei não é a solução final, mas é um instrumento fundamental para começar a alterar essa realidade”, acrescenta o Engº Civil Túlio de Melo.

Em um mundo combalido pela degradação ambiental, oriunda do progresso apregoado desde a Modernidade, a arquitetura sustentável pode trazer contribuições à habitação de cunho social, garantindo assim melhorias ao meio ambiente e à qualidade de vida. No trecho da Lei 11.888, onde é prevista “a busca da inovação tecnológica, a formulação de metodologias de caráter participativo e a democratização do conhecimento” fica implícita a relevância das questões sustentáveis no atendimento destes quesitos, teor que entusiasma o Arquiteto Carlos Krebs, sócio-diretor da Krebs Sustentabilidade, empresa atuante na implementação de diretrizes sustentáveis. O arquiteto considera que as habitações de interesse social são tratadas, no Brasil, quase como uma derivação do Fordismo aplicado à construção, “ou seja, o desenvolvimento de uma tipologia padrão, multiplicada indiscriminadamente, indiferente ao terreno, à orientação solar, às características físicas do local e do grupo populacional a quem será entregue”, compara. Ele defende que a consideração do tema sustentabilidade nos empreendimentos desta área é urgente, pois não é fácil aceitar que o déficit habitacional brasileiro justifique a réplica de práticas condenáveis da cadeia de consumo. “A desculpa de que o custo de produção de cada unidade habitacional deve ser o mais baixo possível, de forma a atender a um número máximo de famílias dentro dos parcos orçamentos disponíveis, não deve mais preponderar. Morando melhor, as pessoas desenvolvem suas potencialidades e dão um retorno social e econômico muito maior em relação ao investimento feito atualmente”, explica.

Integrante do Fórum Gaúcho de Produção mais Limpa, da Secretaria do Meio Ambiente do Governo do Estado, Carlos cita as idéias implantadas no projeto desenvolvido pela Krebs Arquitetura para a Escola Técnica de Feliz/RS (também conhecido como Centro de Educação Profissional do Vale do Caí), as quais poderiam nortear diversos núcleos domiciliares no país. Por meio de um equilíbrio entre conceitos e projeto, aliou-se a sustentabilidade ambiental (cuidado na implantação, respeitando o entorno vegetado e a mínima movimentação do terreno, uso de materiais regionais e de baixo impacto, tecnologias passivas e utilização de águas pluviais), a econômica (otimização energética e manu-tenção do orçamento previsto para um padrão convencional em uma construção sustentável) e a social (uso de mão-de-obra local, aliada à idéia da escola como centro difusor de novos conceitos em meio à comunidade que se utilizará deste ensino).”

Leia a matéria na íntegra em

Construção Cidadã