O FIM DO USO DE MADEIRA ILEGAL NA EUROPA

Imagem CC: Árvore Mogno de Paragominas – PA por Mauro Guanandi

Imagem CC: Árvore Mogno de Paragominas – PA por Mauro Guanandi

Um passo decisivo para o fim do comércio ilegal (contrabando) da madeira amazônica para a Europa foi dado: uma nova lei impede os vinte e sete países formadores da União Européia de comprar madeira sem comprovação de origem. Este novo marco legal promete fechar as fronteiras destes países à madeira ilegal.

Um exemplo desta boa intenção é a empresa belga Somex. No passado foi acusada de comércio de madeira ilegal, mas atualmente a empresa seleciona cuidadosamente seus fornecedores. Armand Stockmans, diretor e presidente da Federação Européia de Comércio de Madeira, defende a lei e segundo o próprio “…esta legislação era algo que já esperávamos há muito tempo. Somos importadores de madeira e pedíamos há muito uma regulamentação que evitasse a entrada de madeira ilegal no mercado, porque este tipo de madeira implica também uma concorrência desleal”.

Segundo as estimativas, cerca de 40% do comércio mundial de madeira é de origem ilegal e a Europa é o segundo maior mercado do Mundo. Calcula-se que 47% da madeira consumida na Europa seja proveniente da Floresta Amazônica. Dados apresentados pelo IBAMA demonstram que dos 40 milhões de metros cúbicos de madeira produzidos no Brasil anualmente, 63% tem origem em desmatamentos clandestinos.

Além dos danos ambientais, o tráfico da madeira custa, em termos fiscais, um prejuízo de cerca de dez mil milhões de euros anuais aos países “roubados”. Um caso clássico é o do Mogno (Swietenia macrophylla), retratado em dos episódios do programa Um Pé de Quê? do Canal Futura: nele, a apresentadora Regina Casé mostra que o valor pago a um lenhador por uma árvore de Mogno (cujo abate e comercialização estão proibidos no Brasil, por risco de extinção) equivale ao valor de uma tampa de vaso sanitário “padrão mogno”, algo como R$50,00. A mesma árvore, levada para a Grá-Bretanha, beneficiada e transformada em oito mesas de jantar, passa a valer quase 350.000% mais… Algo absurdo, não?

A nova legislação foi aprovada pelo Parlamento Europeu, em Estrasburgo, na França, com 644 votos a favor, 25 contra e 16 abstenções. Desde a Cúpula da Terra, realizada em 2002, em Joanesburgo, na África do Sul, os líderes europeus estudavam a interdição do comércio de madeira ilegal no continente. A lei prevê sanções, multas, apreensão de mercadorias e cessação de atividades para as empresas faltosas, mas a organização WWF considera que ela ainda não é perfeita. Anke Schulmeister explica: “Outro grande problema é que as sanções e as multas não serão fixadas de forma integral ao nível europeu. Caberá a cada Estado membro decidir suas punições. Esperamos e desejamos sinceramente que os Estados membros avancem com medidas enérgicas contra as pessoas detectadas utilizando-se de madeira ilegal”.

A lei precisa ser homologada pelo Conselho Europeu, com previsão para 0 outono, seguindo posteriormente para cada um dos Estados membros para que façam suas próprias regulamentações. A entrada em vigor está prevista para 2012, embora os ambientalistas considerem que já é tarde.

Fontes: EuroNews e Nosso Mundo Sustentável.

60 EARTH HOUR

Vote Earth for Earth Hour 2009


Earth Hour 2009

Os dois vídeos acima fazem parte da Hora do Planeta 2009, promovida pela WWF, onde a população, as empresas e o poder público são convidados a apagar as luzes por uma hora em um ato simbólico.

Apague suas luzes pela Hora da Terra

Brasília e Porto Alegre juntaram-se a outras 2o cidades brasileiras e anunciaram hoje a adesão à campanha que prevê um “apagão solidário” no dia 28 de março, das 20:30h às 21:30h. Enquanto em Brasília serão apagadas as luzes dos principais ícones da cidade, como o conjunto da Esplanada dos Ministérios, a Catedral e o Congresso Nacional (se bem que este parece que sempre está apagado…), em Porto Alegre a Prefeitura confirma que a estátua do Laçador e a Usina do Gasômetro ficarão no escuro por uma hora neste dia.

Realizada pela primeira vez em Sidney, na Austrália, em 2007, a Earth Hour teve a participação de 2,2 milhões de pessoas, número que ultrapassou os 50 milhões na edição do ano passado, englobando 400 cidades em 35 países. Agora, a expectativa é da adesão de mais de 1000 cidades e 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.

Como ato de reflexão sobre o tema ambiental ou o sobre o consumo energético, parece uma bela iniciativa. Mas quanto ao aquecimento global ou às emissões de gases tóxicos, não seria bem melhor se a combinação fosse para largar os veículos automotores e andar a pé durante uma hora do dia ao invés de apagar a luz à noite?